Polícia Civil realiza reconstituição de assassinato de advogado em Juiz de Fora

Idoso de 75 anos foi morto ao cobrar dívida de R$ 300 no dia 2 de janeiro. Corpo foi jogado no Rio Paraibuna e não foi localizado. Dois jovens confessaram o crime e estão presos.

Policia Civil realiza nesta terça (23) reconstituição da morte de advogado em Juiz de Fora (Foto: Carlos Eduardo Alvim/G1)

A Polícia Civil realiza a reconstituição do assassinato do advogado de 75 anos, que foi morto a golpes de tijolo, pedras e machadadas no dia 2 de janeiro em Juiz de Fora. Investigadores e os dois jovens de 20, que assumiram ter cometido o crime, e outro de 21, que confessou participação, estão no imóvel no Parque das Torres onde a vítima foi morta e teve o corpo jogado no Rio Paraibuna.

Os dois foram presos há quase uma semana e estão no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional.

Crime brutal

De acordo com a Polícia Civil, no dia 2 de janeiro, um advogado de 75 anos saiu de casa e foi até o Parque das Torres para cobrar uma dívida de R$ 300 de um cliente. A família registrou o desaparecimento uma semana depois.

Idoso foi morto em casa no Parque das Torres ao cobrar dívida de R$ 300 em Juiz de Fora (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Entre os dias 17 e 19 de janeiro, os Bombeiros realizaram buscas pelo corpo no Rio Paraibuna. Durante os trabalhos, a corporação chegou a solicitar à Companhia de Saneamento Municipal (Cesama) na sexta-feira a abertura das comportas da Barragem da Represa de Chapéu d’Uvas. O motivo era que o leito do rio estava baixo, o que impossibilitava a navegação do barco da unidade.

De acordo com a assessoria da Cesama, foi feito um pedido informal pelos bombeiros à companhia, que explicou aos militares que, como a barragem de Chapéu d’Uvas tem o objetivo de reter água, não haveria a possibilidade de aumentar em grande escala o nível do Rio Paraibuna.

Na segunda (22), os Bombeiros anunciaram o encerramento das buscas. O corpo não foi localizado.

Bombeiros realizaram buscas entre quarta (17) e sexta (19), mas não encontraram corpo de advogado (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Por meio da assessoria, o delegado responsável pelo caso, Luciano Vidal, informou que, quando não se encontra o corpo, deve-se provar a materialidade de forma indireta. Nesse caso, segundo ele, a Polícia Civil já tem o sapato da vítima encontrado na beira do Rio Paraibuna, atrás da casa do suspeito. O celular da vítima também foi recuperado. A última ligação feita pelo advogado foi realizada no dia 2 de janeiro, aproximadamente às 20h25, para o telefone do suspeito de 20 anos.

A pessoa que estava com celular foi ouvida nesta segunda-feira (22) e contou que o suspeito de 20 anos teria vendido o aparelho da vítima por R$ 200 e que o investigado disse para ele que realmente tinha matado o advogado e jogado o corpo no rio.

O delegado afirmou ainda que a esposa da vítima também esteve na delegacia e reconheceu o sapato e telefone como sendo do marido.

As roupas de um dos envolvidos que foram queimadas – pois estariam sujas de sangue – também foram localizadas no quintal da casa onde o advogado teria sido morto.

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