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A esquerda morreu

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É com pesar que escrevo: a esquerda brasileira morreu. A esquerda morreu porque depois de décadas lutando para chegar ao poder, depois de mostrar que era possível, depois de inundar o mundo de esperança, depois, digna de um Judas, apunhalou seu burgo entre as vísceras mergulhando de cabeça no tenebroso vale da corrupção e da indiferença. Morreu porque deixou a soberba lhe ludibriar os olhos, afogando suas mágoas em vinhos caros e em modus-operandis, no mínimo, obscuros, sem arrependimento, sem culpa ou sem mea-culpa. A esquerda morreu porque investiu em consumo e não em educação, porque não entendeu que produtividade é sim fundamental para o proletariado, não compreendeu que um Estado, que é usado como moeda de troca, que não é eficiente, nem profissional, consome mais de 40% em impostos, fazendo sim seu povo pagar, e com juros, essa conta. A esquerda morreu porque não separa neoliberalismo de liberdade econômica, economia aliás, que finge desconhecer, trazendo como salvação as mesmas ideias mofadas que levaram a gente para esta crise, chamada por alguns de “marola”, uma ondinha que devasta o país há mais uma década. A esquerda morreu porque não entende mais quem o elegeu, não entende que o povo quer trabalhar, quer ganhar dinheiro, quer comida na mesa, quer ter remédio para dias febris e não um Estado fictício intervindo em tudo. A esquerda morreu porque seus líderes, de forma patética, pegam tratores, bradando garrafas de uísque importado nas mãos, para derrubar barricadas de uma greve, greve esta que lutaram, a vida inteira, pelo direito de se poder fazê-las. A esquerda morreu porque deixou um deposta, machista, puxa-saco, tiozão do Churrasco, sem vida política, sem propostas, que ofende patrícias, Manueles e Marias, chegar à presidência da república.

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Não por acaso, a esquerda morreu.

Morreu, sim. Morreu para ressuscitar como Fênix, mais forte, mais preparada para economia, fortalecendo nossa cultura, promovendo o triunfo da vida, da igualdade, transformando a utopia de uma sociedade igualitária em realidade, com seu povo independente, com prato cheio de comida e a cabeça de sonhos, fazendo, desse eterno recomeçar, um Brasil realmente melhor para todos nós vivermos. Pode ter certeza.

João Manteufel é pai do João, da Maria e do Francisco. Publicitário e Cineasta nas horas vagas.

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