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Acusado de estupro, estudante de medicina da UFMT nega crime à Polícia

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O estudante de Medicina da UFMT, de 23 anos, denunciado nesta terça-feira (05), por uma garota de 18 anos, que afirma ter sido dopada e estuprada por ele, registrou boletim de ocorrência contra ela por calúnia.

Ele acusa a garota de ter mentido no relato que fez no Twitter e na delegacia.

De acordo com o relato, ele e a jovem se conheceram pelo Tinder antes de outubro de 2018 e só se encontraram pessoalmente na primeira semana de dezembro de 2019.

Segundo o rapaz, eles se encontraram no bairro Jardim Universitário, próximo à Louvada, e seguiram para  o Motel Segredos, onde tudo ocorreu normalmente. Após isso, ele a deixou na casa de um amigo dela, no Edíficio Clarice Linspector, a esperou entrar e foi embora.

Ele ainda disse que conversaram dias depois, mas ela nunca alegou ou perguntou nada sobre o dia que saíram. Destaca que nunca mais se viram pessoalmente. Somente tiveram conversas via celular.

No fim de 2019, ambos pararam de se seguir no Instagram.

Nesta quarta, ele disse ter sido surpreendido ao receber mensagens de uma amiga da faculdade, perguntando se ele estava ciente da denúncia feita contra ele no Twitter.

No boletim de ocorrência, ele deixa claro que o que ela diz na denúncia não “condiz com a verdade”.

O universitário também detalha que os contatos da mãe e até do consultório médico do pai dele foram expostos e há incentivo para que façam ataques à família dele.

O caso segue sendo investigado pela Policia Civil.

O caso

O estudante está sendo acusado de dopar e estuprar uma jovem em Cuiabá. A vítima conhecia o suspeito, que teria se aproveitado de um momento de vulnerabilidade para cometer o ato.

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Em sua conta no Twitter, a vítima revelou que teve uma briga em casa e que ficou abalada com a situação. Na sequência, ela teria saído e parado em um lugar para carregar o celular.

Nesse momento, ela recebeu mensagens do suspeito que se mostrou preocupado com a situação. “Disse que queria me ver e nisso mandei a localização de onde eu estava e ele foi até mim”, diz trecho da publicação.

De acordo com a jovem, assim que o agressor chegou, ela estava chorando e nervosa. Foi quando ela entrou no carro dele. “Ele me deu um remédio e disse que era para eu me acalmar. Eu disse que iria tomar quando estivesse na casa da minha amiga e ele insistiu, disse que demorava para fazer efeito e eu tomei, fiquei meio grogue (e não demorou para fazer efeito igual ele disse”.

Ela ainda conta que já se sentia dopada, quando percebeu que o agressor colocou sua mão no pênis dele enquanto dirigia. “Percebi que mudou a rota e no final me levou para um motel. Meu celular já tinha descarregado”.

No dia seguinte, quando acordou, ela foi tomar banho e encontrou uma camisinha e maconha dentro da vagina. “Tiveram outros detalhes que eu prefiro não falar e resumindo, foi isso. Fui violentada quando estava psicologicamente e fisicamente vulnerável”.

Na tarde desta quarta-feira, a UFMT, junto com a Faculdade de Medicina (FM), se posicionou sobre o caso dizendo que repudiam a violência sexual sofrida pela jovem.

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A instituição ainda disse que o suspeito poderá ser passível de expulsão. Além disso, enfatizou que acompanha o caso junto com a Faculdade de Medicina, que está ciente do crime.

Veja a nota

ESTUPRO é CRIME e a culpa NUNCA é da vítima!

A diretoria da União Estadual dos Estudantes, vem, por meio desta nota, repudiar o ato de violência sexual sofrida pela estudante Angélica em Cuiabá, sob o contexto e decorrente das relações estudantis na Universidade Federal do Estado de Mato Grosso.

De antemão, repudiamos qualquer ato que reverbere o machismo estrutural na sociedade em que vivemos, dentre outras práticas MISÓGINAS, que resultam em violação, degradação e morte de nossas mulheres, e prestamos toda nossa solidariedade e acolhimento à Angélica.

A mesma acusa um estudante de medicina da UFMT pela violência sofrida.
Informamos que entramos em contato com a UFMT e a Faculdade de Medicina, ambos já se posicionaram sobre o caso.
Destacamos que aguardamos pelo cumprimento do papel da justiça e das investigações para elucidação dos fatos.

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Faculdade de Medicina (FM) informam que acompanham o caso e aguardam as investigações dos órgãos de segurança, em respeito à legislação vigente no país.

A Instituição assevera que o comportamento citado na denúncia é inaceitável e incompatível com a postura esperada de seus alunos e comunidade como um todo.

De acordo com o regimento de disciplina do corpo discente da UFMT, a prática de atos incompatíveis com a vida universitária e a condenação criminal definitiva por crime incompatível com a vida universitária são hipóteses passíveis de exclusão da Instituição.

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