POLÍTICA MT

Agentes da PF apreendem R$ 30 mil na casa de secretário investigado por fraudes

Publicados

em

 

A Polícia Federal (PF) apreendeu mais de R$ 30 mil na casa do secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues da Silva, durante a Operação Curare, deflagrada nesta sexta-feira (30) em Cuiabá. Ele será ouvido na próxima semana no inquérito.

Célio Rodrigues foi um dos alvos da PF após decisão do juiz federal Jeferson Schneider. A investigação apura  desvios de R$ 100 milhões dos cofres do município. O magistrado também determinou o afastamento de Célio e do secretário interino de gestão, Alexandre Beloto Magalhães de Andrade.

Além do dinheiro em espécie encontrado, os policiais apreenderam vários documentos e o celular. O ex-secretário de Saúde chegou a comparecer espontaneamente na sede da PF para prestar esclarecimento. Porém, só deverá ser ouvido pelo delegado responsável após ter acesso aos autos.

“Nós comparecemos na PF, mas não tivemos acesso aos autos. Então o Célio deverá ser ouvido na semana que vem, quando já tivemos em mãos de todo o processo”, disse o advogado Francisco Faiad ao .

Leia Também:  Covid-19 mata mais no Brasil que na Índia e motivo é desconhecido

O advogado também explicou que a denúncia teria por base empresas de serviços hospitalares que prestaram serviços durante o ano de 2020 e 2021. “São 10 empresas envolvidas, é o que sabemos até o momento. Estamos esperando ter acesso aos autos para dar um posicionamento. Porém, o Célio está tranquilo e disposto a elucidar os fatos”, completa.

 Operação Curare  

A investigação tem como objetivo desarticular uma suporsta organização criminosa que atuava em fraudar contratações emergenciais e recebimento de recursos públicos a título de indenização sem processo licitatório.

Os serviços prestados ocorriam na Saúde do município de Cuiabá, especialmente no gerenciamento de leitos de terapia intensiva para o tratamento de pacientes infectados pela covid-19. De 2019 a 2021, o grupo recebeu R$ 100 milhões da Prefeitura de Cuiabá.

Consta que as empresas investigadas na operação ofereciam orçamentos de suporte para simular procedimentos de compra emergencial, como se fossem concorrentes. Mas, a investigação demonstrou a existência de subcontratações entre as pessoas jurídicas, que em alguns dos casos, não passam de sociedades empresariais de fachada.

Leia Também:  Governador defende autonomia do TCE e vê equívoco da AL

Com o agravo da pandemia do coronavírus, o núcleo empresarial passou a ocupar mais postos chaves nos serviços públicos prestados pela Secretaria Municipal de Saúde e na Empresa Cuiabana de Saúde Pública, assumindo a condição de um dos principais fornecedores da Prefeitura de Cuiabá, com pagamentos ao grupo que superam R$ 100 milhões entre os anos de 2019 e 2021.

 

POLICIA

POLÍTICA MT

PICANTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA