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AL rejeita moção contra deputada de MT que chamou Bolsonaro de mentiroso

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PSL) apresentou na sessão ordinária desta quarta-feira (4), uma moção de repúdio contra a deputada federal Rosa Neide (PT), após a parlamentar criticar a defesa feita pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), pelo voto impresso e auditável e o chamar de mentiroso. Com dez votos contra e sete favoráveis, a pauta foi rejeitada. Mas, gerou uma grande discussão entre os parlamentares na Assembleia Legislativa.

“O deputado Barbudo falou que Dom Pedro Casaldáliga iria para o inferno e não houve nenhuma moção de repúdio. A gente ouve o deputado Medeiros falar que devia ter morrido alguns petistas na pandemia e ninguém apresenta moção de repúdio. Temos que respeitar, inclusive, quando ele fala besteira. A deputada Rosa Neide não fez isso, é uma guerreira e esse parlamento não pode aceitar a aprovação de uma nota de repúdio para essa senhora”, disse o deputado Allan Kardec (PDT).

O deputado Lúdio Cabral (PT) também se manifestou contra a moção. “Primeiro, que aquilo que a deputada disse ela está coberta de razão e eu vou além, o atual presidente é mitomaníaco, um mentiroso compulsivo. Aí o senhor vai propor uma moção de repúdio contra o que estou dizendo aqui agora? Essa live do presidente foi mentira do começo ao fim, requentando fake news e teoria da conspiração”, assinalou.

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Cabral ainda cobrou que Cattani foque no trabalho pelo Estado e não na defesa intransigente do presidente Bolsonaro. Lembrou, inclusive, que o bolsonarista assumiu a cadeira de Sílvio Fávero, morto por Covid, que tratava todas as correntes ideológicas com respeito. “Então deputado, aproveite a oportunidade que Deus lhe deu. Infelizmente perdemos o colega Silvio Fávero aqui, para fazer o que preste aqui dentro da Assembleia. Nós perdemos um colega que tinha a mesma posição ideológica que você, mas tínhamos uma relação de respeito entre nós. Então, honre a memória do deputado Silvo Fávero e pare de ficar apesentando e essas matérias ridículas”, posicionou.

Cattani rebateu as declarações alegando que a moção era contra a fala da deputada e não contra ela. “A discussão deve ser isso mesmo, eu não ia falar nada e nem responder nenhum comentário. Lá na roça, quando um animal tem uma ‘bicheira’ tem um produto que a gente passa e os animais se sentem mal, começam a retorcer e isso é natural, isso é um exemplo, e quando você fala dessa maneira é um direito seu. Só quero esclarecer que a moção de repúdio é pela fala da deputada, não é um repúdio à deputada. É uma questão de interpretação simples”, pontuou.

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O deputado Claudinei Lopes (PSL) também saiu em defesa da matéria. “A moção de repúdio apresentada pelo deputado é em relação à forma desrespeitosa e ofensiva contra o nosso presidente, que ela usou palavras como mentiroso. Respeito a deputada, mas a moção é sobre forma como ela se expressou”, comentou o parlamentar.

Já o primeiro-secretário da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (DEM), afirmou que a pauta era uma “perda de tempo”. “Eu acho que nós estamos perdendo tempo com essa discussão. Não é cabível nós fazermos uma moção contra a opinião da deputada, estamos impedindo nós aqui dentro de emitirmos uma opinião. Isso aí é um assunto que tem que ficar na discussão pessoal. Vamos fazer propostas mais positivas e que possam mostrar que esse parlamento tem propostas e ideias”, argumentou Botelho.

 

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