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Amor na vida real: “Conheci o meu marido na clínica de hemodiálise”

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Rejane e Cidnei Oliveira
Arquivo pessoal

Rejane e Cidnei Oliveira

Sabe aquelas histórias de novela, onde um casal se conhece em um contexto inesperado?  Foi o que aconteceu com a trabalhadora doméstica Rejane Oliveira, 42, e o auxiliar de limpeza Cidnei Oliveira, 45. Para eles, o amor surgiu numa situação e local totalmente inesperados. Os dois são pacientes renais e frequentavam o mesmo centro clínico de diálise quando eram mais jovens.

“Ele ficava sozinho, eu não via ninguém com ele. Aí a enfermeira falava: ‘Poxa, tem um rapaz lá na emergência, fica sozinho, coitado’ e eu falei para ela: ‘Posso ficar conversando com ele?’ e ela disse que sim”, conta Rejane. 

De conversa em conversa, o interesse foi crescendo, até que segundo Rejane, “explodiu”. Ela conta que as amigas incentivaram o relacionamento, mas que ela tinha receio.  “Eu falei: ‘Eu não quero um renal igual a mim’. As pessoas ficaram falando e eu falava que não, não tinha como rolar e que eles eram malucos”, conta. 

Até que um dia, mais uma cena clássica de novela aconteceu. “Teve um dia que eu dialisei com ele e eu estava de vestido, mas estava frio. Ele me perguntou se eu estava com frio e me emprestou o casaco dele”, diz. Ela disse que depois disso, ele saiu do hospital e a amizade permaneceu. 

Você viu?

“A gente foi pegando amizade e ele me perguntou se eu conhecia Angra. Eu falei que não e ele perguntou se eu queria conhecer. Eu disse que sim.” Rejane conta que o pai de Cidnei tinha uma casa no município e que eles viajaram juntos. Depois disso, o amor foi crescendo, até que os dois oficializaram o namoro e logo em seguida foram morar juntos.  

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“Nós morávamos sozinhos. Eu como era serelepe, perguntei se ele gostaria de morar comigo. Ele aceitou no mesmo dia. Fomos buscar as coisas dele e estamos juntos até hoje. A gente ficou junto com três dias que tinha dado um beijinho, aí eu pedi ele em casamento”, conta. 

Duas décadas juntos na diálise

Os dois estão juntos há vinte anos e desde que se encontraram na clínica, não deixaram de ir ao tratamento juntos. “A gente sempre está junto. Nunca fui em um dia e ele em outro. Teve uma vez que eu fui dialisar sem ele e foi muito ruim, eu fiquei muito triste, senti a falta dele.” 

A história atrai os ouvidos dos curiosos e apaixonados. “As pessoas acham bonito, interessante, falam: ‘Que coisa linda o jeito que vocês se conheceram’, é assim”, conta. Ela diz que encontrar o amor dessa maneira foi muito emocionante. “Eu gostei, fiquei feliz. Graças a Deus sou muito feliz até hoje.” 

Fonte: IG Mulher

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