O petróleo sobe no início das negociações referentes a segunda-feira (6) à medida que a guerra no Oriente Médio se intensificou, com o presidente Donald Trump prometendo aumentar os ataques contra o Irã. Às 19h34, o Brent avançava 2,12%, a US$ 111,34 por barril, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) tinha alta de 2,45%, a US$ 114,80.
Em uma série de ameaças cada vez mais agressivas, o presidente dos EUA prometeu destruir as usinas de energia do Irã caso o país não aceitasse os termos e reabrisse o Estreito de Hormuz. Teerã rejeitou as exigências, e a principal via marítima permanece fechada para todos, exceto um pequeno número de embarcações.
A OPEP+ alertou que os danos aos ativos energéticos causados pela guerra terão impacto prolongado no fornecimento de petróleo, mesmo após o fim das hostilidades, enquanto os membros aprovaram um aumento simbólico nas cotas de produção em uma reunião no fim de semana.
O mercado de petróleo bruto foi lançado em turbulência pela guerra, que provocou um choque de oferta sem precedentes e que está se transformando em uma crise energética global. Os preços do petróleo e de seus derivados dispararam, alimentando pressões inflacionárias, prejudicando o crescimento econômico e aumentando a pressão sobre empresas e consumidores.
Os investidores têm ficado abalados com as mensagens contraditórias de Trump sobre o conflito, com o líder dos EUA alternando entre afirmações de que a guerra terminaria em breve e ameaças de intensificar os ataques, inclusive contra infraestrutura civil. Ao mesmo tempo, ele tem histórico de estabelecer prazos que depois não cumpre.
Folha Mercado
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
Trump disse que planeja realizar uma coletiva de imprensa às 13h de segunda-feira (6) e também mencionou um prazo às 20h de terça-feira (7), sem esclarecer o significado desse prazo. Em 26 de março, Trump deu ao Irã um prazo de 10 dias para reabrir o Estreito de Hormuz, que expiraria na noite de segunda-feira.
O controle de Hormuz — que conecta o Golfo Pérsico a mercados mais amplos, especialmente na Ásia — continua sendo central para o conflito. Teerã impôs sua autoridade sobre a via marítima, permitindo a passagem de apenas um pequeno número de embarcações, incluindo, nos últimos dias, um navio porta-contêiner francês e um petroleiro de propriedade japonesa, além de embarcações da Malásia e do Paquistão.
O Irã anunciou no sábado que o Iraque estaria isento das restrições no estreito, o que pode permitir um aumento nos carregamentos de petróleo. Ainda assim, um funcionário iraquiano adotou um tom cauteloso, dizendo que o fluxo dependerá de as empresas de transporte estarem dispostas a assumir o risco de entrar nessa rota comercial.









