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Após um ano da morte de dentista, mãe cita perseguição de assaltantes e pede justiça “não temos respostas”

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Em 9 de setembro de 2019, a professora Marlene Alves de Melo recebia a notícia da morte prematura do filho, o dentista Cleodson Alves Figueiredo Filho, 31 anos, conhecido como Kel Figueiredo. Hoje, após um ano, ela segue em busca de explicações sobre o caso.

Kel foi vítima de um traumatismo craniano em decorrência de um capotamento na MT-060, na região de Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento (38 km de Cuiabá). Ele estava em um veículo HB20, que se envolveu em um acidente com uma Oroch roubada e que era conduzida por criminosos.

O carro do dentista tinha marcas de tiro e a mãe acredita que ele tenha sido perseguido pelos criminosos. Em entrevista ao nesta quarta-feira (09.09), Marlene contou que o filho foi até a região para comprar ouro no garimpo, como fazia regularmente e pode ter sido vítima de uma emboscada.

“O carro dele tem marcas de tiros e havia uma marca no asfalto, como se fosse de um cavalinho de pau. Os moradores da região ouviram um barulho, viram dois carros correndo e um fechando o outro. Além disso, o carro dele tem marcas de colisão traseira, bateram no veículo e ocasionaram o capotamento”, contou.

Para fugir do local, os assaltantes roubaram o carro oficial do Conselho Tutelar de Nossa Senhora do Livramento, que parou para ajudar no acidente. Segundo Marlene, funcionários de uma empresa reconheceram um dos suspeitos que roubou o veiculo Oroch um dia antes da colisão. O mesmo homem teve a identidade confirmada pela conselheira tutelar, mas ele segue em liberdade.

A mãe conta ainda que os veículos HB20 do filho e a Oroch roubada, onde estava escondida a arma utilizada na ação, não foram periciados e ela segue sem respostas da investigação conduzida pela Delegacia de Várzea Grande.

“É um sentimento de revolta, descrença com a polícia, com as autoridades. É uma sensação de insegurança. Fico pensando: será que tem alguém envolvido que não pode ser preso? Não tenho respostas sobre isso. Trocaram o delegado do caso, ele não pediu nada para a família, não veio buscar nada com a gente”.

E acrescentou: “Nós ficamos na agonia, não sabemos o que aconteceu. Queremos ao menos uma notícia, um retorno, mas eles seguem sem nada para passar para a gente”, concluiu.

Outro lado: A reportagem entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil nessa terça-feira (08). Segundo o órgão, as investigações continuam em andamento em inquérito policial instaurado na 3ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande.

“Durante as diligências do inquérito foram ouvidas mais de dez testemunhas, porém nenhuma das pessoas ouvidas passaram informações que apontassem um suspeito para o fato. Agora, a Polícia Civil aguarda autorização de algumas medidas judiciais solicitadas e que podem auxiliar as investigações”, afirmou a assessoria.

 

Fonte: VG Notícias

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