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Barbudo detona colega que desgruda de Bolsonaro quando o “bicho pega”

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O deputado bolsonarista Nelson Barbudo (PSL) alfinetou o “colega” José Medeiros (Pode), que também compõe a base de apoio ao presidente Jair Bolsonaro na Câmara Federal, por causa votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022, que incluiu a ampliação do fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões. O projeto foi aprovado na última semana com 278 votos favoráveis e ausência de Medeiros “fugiu” da sessão.

Após aprovada, a LDO foi encaminhada ao presidente Jair Bolsonaro. Ele, por sua vez, num jogo de cena para tentar evitar a queda de popularidade e o desgaste que vem enfrentando, principalmente nos desdobramentos da CPI da Covid no Senado, já admitiu a possibilidade de vetar o “fundão”. Caso seja vetado, a proposta retorna à Câmara Federal para uma nova votação.

Segundo Barbudo, essa será a chance de ver quem anda “abraçado” com Bolsonaro, mas corre na hora de tomar alguma decisão, se referindo a Medeiros que não votou o projeto. “Aí nós vamos ver quem é quem, porque o Bolsonaro vetando, ela volta para Câmara e ai nós vamos votar nominalmente e conferir que eu jamais votarei para aumentar fundo partidário. Agora é só ver quem anda abraçadinho com Bolsonaro e na hora corre”, ironizou Barbudo em entrevista ao Resumo do Dia.

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O fundo eleitoral serve como financiamento público de campanhas. A ampliação do fundão gerou polêmica e foi alvo de críticas. O Partido Novo chegou a propor um destaque para retirada do projeto, mas a proposta foi rejeitada.

Além de Barbudo, outros cinco parlamentares da bancada mato-grossense votaram favoráveis, sendo eles: Dr. Leonardo (SD), Emanuelzinho (PTB), Juarez Costa (MDB), Neri Geller (PP) e Valtenir Pereira (MDB). Apenas a deputada Rosa Neide (PT) votou contrária.

Nelson Barbudo, tentando justificar seu voto a favor do aumento do fundão em plena crise agravada pela pandemia de Covid-19, alegou que votou a LDO, mas que o fundo eleitoral seria um “jabuti” no meio da proposta. Além disso, argumenta que seu voto favorável seria para não prejudicar o presidente que ficaria sem orçamento para o próximo ano, caso o projeto fosse reprovado.

“Isso para quem não entende foi um jabuti colocado pelo senhor Juscelino Filho (DEM), isso é uma vergonha ara a nossa classe política. Votei sim ao orçamento e esse jabuti estava embutido dentro do orçamento. Se eu não votasse sim, a bancada do PSL votasse sim, nós derrubaríamos o orçamento de 2022 e a oposição atingiria o seu máximo, Bolsonaro sem orçamento, ai já viria o impeachment, uma estratégia bem montada”, afirmou o parlamentar.

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