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Botelho defende decreto de Mendes e diz que MT não pode parar

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O presidente da Assembleia, Eduardo Botelho, que defendeu novo decreto de Mendes

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), saiu em defesa do decreto em que Governo do Estado libera diversas atividades econômicas no período de pandemia do novo coronavírus, a Covid-19.

 

O decreto autoriza a abertura de shopping centers, lojas de departamento e galerias. No entanto, mantém restrições a respeito de atividades que geram aglomerações, como museus; casas de shows; festas; feiras; academias; ginásios de futebol, missas, cultos entre outros.

 

Para Botelho, a medida de Mendes atende a uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de manter o isolamento social, mas evita que haja um “colapso” na economia mato-grossense.

 

“É preciso agir nas duas pontas. Com isolamento social, mas também cuidar das pessoas. A convulsão social disso [do isolamento econômico] pode ser grave e muito pior do que a própria doença. Então, temos que agir nas duas pontas. Vamos fazer isolamento e evitar as aglomerações, isolar os idosos”, afirmou.

“Parar tudo? Se isso acontecer daqui a pouco vão haver saques, haverá uma convulsão social. Porque quando se começar a passar fome dentro de casa, esquece. Não adianta pedir para quem passa fome ficar dentro de casa”, acrescentou.

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A declaração foi feita pelo presidente durante entrevista à Rádio Vila Real, na manhã desta sexta-feira (27).

 

Botelho contou que em uma reunião entre os chefes dos Poderes e o Executivo, questionou ao secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, sobre qual o tempo necessário de isolamento social para evitar a propagação do novo vírus.

 

“Ele disse: Talvez 30 dias, talvez 60, talvez 90. Ora, como é que vamos ficar fechados? Tem milhares de pessoas que comem com o recurso que ganham no dia. É um cabeleireiro, um ambulante, vendedor. E você pensa que essas empresas pequenas terão o dinheiro para pagar o salário do mês? Não terá”, disse.

 

“Inimigo em comum”

 

Para o presidente do Legislativo, ainda não há um consenso sobre quais as medidas ideais a serem tomadas diante da crise que pode haver com a epidemia do vírus. Por isso, defende a união entre os Poderes.

 

“Nós precisamos ter, neste momento, união. Entendermos que existe um inimigo comum, tanto para o presidente quanto para o governador, prefeito e presidente. Fazer junto e não ficar um querendo ser mais protagonista que o outro e não ter uma liderança para chamar para tomar essa decisão conjunta”.

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“A verdade é que o mundo inteiro está cada um fazendo de um jeito. Os Estados Unidos, a Itália, a França cada um reage de uma forma, porque é novo e ninguém sabe. E quando ninguém sabe é técnico de futebol para todo lado. Todo mundo tem a solução”, criticou.

 

Medida de Mendes

 

O governador publicou decreto número 425/2020 no Diário Oficial do Estado na última quinta-feira (26). Nele, liberou algumas atividades econômicas, desde que sejam executadas com controle de acesso de pessoas para evitar aglomerações de pessoas.

 

No caso de restaurantes ficando expressamente vedado o consumo de produtos no local do estabelecimento.

 

Em reação imediata ao decreto, os Ministérios Públicos do Estado, Federal e do Trabalho requereram ao governador a suspensão dos efeitos da publicação.

FONTE: MIDIANEWS 

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