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Cabo confirma “pirotecnia” em vazamentos de áudios do Gaeco

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Por: Carlos Martins/Folhamax

Em trecho do vídeo que trata do depoimento na Sétima Vara Criminal, ao responder a pergunta de um advogado sobre manipulação seletiva de áudios, que ocorreram nas operações Arqueiro e Ouro de Tolo, por parte do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), o cabo Gérson Luiz Correa Junior disse que os vazamentos tiveram um “viés pirotécnico” e que o objetivo foi causar “estardalhaço” na imprensa.

O depoimento do cabo Gerson ocorreu no dia 13 de fevereiro, quando ele depôs ao juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues na condição de testemunha no processo em que é ré a ex-secretária Roseli Barbosa, acusado de ter liderado um esquema que desviou R$ 8 milhões da Secretaria de Assistência Social (Setas), pasta comandada por ela entre 2011 e 2014. Na época, Gerson trabalhava no Gaeco e era responsável pelas interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça.

A responder ao advogado, cabo Gerson confirmou que afirmou anteriormente ter havido manipulação seletiva de áudios e vídeos e que a declaração foi prestada no curso do processo que respondeu na Justiça Militar (e que recebeu perdão judicial). Mas, ele também citou como exemplo de manipulação seletiva um fato que ocorreu na Operação Ouro de Tolo. “Quando falo na manipulação seletiva de áudio na verdade é fazer o estardalhaço do Gaeco em algumas situações que não posso negar, o fez, como ocorreu com o vazamento de áudios de conversas oriundas dessa investigação com o senhor desembargador Marcos Machado”, disse cabo Gérson.

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Na época, se utilizando de um número de Silval inserido ilegalmente dentro da prática “barriga de aluguel”, foi interceptada uma conversa do ex-governador pedindo para que intercedesse em favor de Roseli que havia sido presa em São Paulo. O diálogo foi vazado para a imprensa e o objetivo, segundo o cabo, além de ridicularizar Silval, foi o de expor Marcos Machado, para que ficasse sob suspeição, caso viesse a relatar o processo.

“Então, quando eu falo nessa manipulação seletiva na verdade é pra poder pegar um fato de uma investigação e jogar a imprensa para trazer o viés pirotécnico. isso aconteceu, sim, nessa operação”, disse cabo Gerson.

Em um trecho do depoimento, cabo Gérson fala justamente sobre a ocorrência da prática de barriga de aluguel na operação Ouro de Tolo quando a pretexto de investigar Roseli Barbosa, que era o alvo, se inseriu números de telefone que pertenciam a Silval Barbosa e os filhos. Segundo ele, isso foi feito com a anuência dos coordenadores do Gaeco na ocasião, os promotores de Justiça Marco Aurélio de Castro e Samuel Frungilo.

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“Quando ela [Roseli] foi alvo de investigação, tem toda uma historia por trás, que remete sem nenhuma dúvida a inserção, a modalidade ilícita barriga de aluguel, porque o senhor Silval e filhos não eram alvos dessa investigação e tornaram sendo com a anuência, com a ciência dos promotores públicos do Gaeco”

As fraudes na Setas começaram a ser investigadas em abril de 2014, quando o Gaeco deflagrou a Operação Arqueiro. Na sequência, na Operação Ouro de Tolo Roseli Barbosa chegou a ser presa em São Paulo no dia 20 de agosto de 215, mas uma semana depois ela foi solta.

 

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