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Câmara de Cuiabá terá comissão sobre BRT

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A Câmara de Cuiabá vai criar uma comissão composta por vereadores para poder acompanhar as discussões sobre a troca do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para o Bus Rapid Transit (BRT). Apesar de nos bastidores se comentar que a comissão deve seguir o posicionamento do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que manifestou ser contrário à troca, o líder do gestor, vereador Marcrean Santos (Progressistas), explica que a ideia da comissão é incluir a sociedade na discussão de mudança do modal.

“A Câmara solicitou para o governo que quer fazer parte e exige que tanto a prefeitura quanto o legislativo municipal sejam ouvidos”, explicou o parlamentar ao ressaltar que já foi solicitada uma audiência pública com o governo do Estado e a comissão de acompanhamento deve ser implantada logo no retorno das sessões plenárias.

“Temos o direito de fazer parte dessa discussão. Com todo o respeito que temos ao governador, mas Câmara quer ser ouvida. Nada é pró-prefeito, estamos defendendo a população de Cuiabá como um todo e o prefeito tem que ser ouvido porque ele representa a população e esse direito está sendo cerceado”, disse Marcrean.

A oposição criticou a postura do prefeito que vem defendendo o VLT e chegou a negar uma notificação do governo do Estado para suspender temporariamente a compra de ônibus novos, para que a renovação da frota seja adequada ao novo modal. “O prefeito defende o VLT com unhas e dentes, mas quando ele foi deputado, não fiscalizou a execução da obra e nem combateu a corrupção que ocorreu”, disse o vereador Di lemário Alencar (Pode) em suas redes sociais.

No final de dezembro o governador Mauro Mendes (DEM) anunciou a substituição das obras do VLT para a instalação do BRT movido a eletricidade. A mudança já foi aprovada pela Assembleia Legislativa. Em contranotificação o prefeito Emanuel Pinheiro pediu para que o governador não tome decisões quanto a obra sem consultar as duas cidades que vão receber o modal, Cuiabá e Várzea Grande. “Espero que essa comissão criada pela Câmara não seja uma comissão chapa branca. É lamentável essa situação, pois os ladrões do dinheiro público do VLT devem estar rindo da cara do povo, visto que estão soltos e não tiveram os seus bens confiscados para devolver tudo o que roubaram. Como sempre, a população vai pagar mais essa conta, pois o que nasce da corrupção, do erro, não tem como dar certo”, ressaltou Dilemário. Folha Max.

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