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Casal homoafetivo que usou cão para golpes em MT faz vítimas no PR

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Um casal de homossexuais tem utilizado sua orientação sexual, além do apelo da população a animais domésticos, para aplicar golpes no Brasil. O último deles ocorreu em Curitiba (PR), e vitimou pelo menos três ONGs em defesa dos animais, na última sexta-feira (14).

Para entender a história, no entanto, é necessário voltar algumas semanas, quando os golpistas aplicaram o golpe em pelo menos três cidades de Mato Grosso – incluindo Cuiabá.

No último dia 5 de maio, um casal de homossexuais, que disse ter vindo do Estado de São Paulo em busca de um emprego, comoveu os mato-grossenses com uma história insólita. Com malas de roupas, e um cachorro, eles pediram ajuda a sites de notícias para retornar ao seu local de origem.

Um dos golpistas se identifica como Marco Aurélio Ferreira, de 28 anos, que alega ser “administrador de empresas”. No início do mês eles gravaram reportagens para veículos de comunicação de Cuiabá dizendo que chegaram à Capital de Mato Grosso com a promessa de um “emprego” numa fazenda em Jangada (80 KM de Cuiabá).

Marco conta que sofreu “preconceito” em razão de ser homossexual quando apresentou seu companheiro, identificado como “Samuel”, ao “proprietário da fazenda”, em Jangada. O fazendeiro não teria admitido o relacionamento amoroso de seu novo contratado.

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De volta à rodoviária de Cuiabá, após dizer que teria “conhecido” a fazenda de Jangada, o casal e seu cachorro de estimação pediram ajuda para “voltar” à São Paulo, pois alegaram estar sem condições para comprar as passagens. Eles receberam ajuda das pessoas em dinheiro.

Jornalistas que atuam em Mato Grosso, no entanto, desconfiaram da “história comovente”, e começaram a se aprofundar no caso. Para surpresa de muitos (mas não de todos), descobriu-se que matérias jornalísticas já haviam relatado o suposto preconceito, em reportagens realizadas em Primavera do Leste (236 KM de Cuiabá), e também Campo Verde (136 KM da Capital).

Nas reportagens, Marco Aurélio Ferreira contava a mesma história – a de que tinha chegado a cidade com a promessa de um emprego, e que não conseguiu o posto em razão de supostos preconceitos dirigidos a ele e seu companheiro. Eles chegaram a ser detidos por estelionato, porém, as vítimas desistiram de representar contra o casal, que acabou sendo liberado da Central de Flagrantes, em Cuiabá.

Mesmo se dizendo “arrependido” do golpe aplicado na Capital de Mato Grosso, entretanto, o casal resolveu “mudar de ares”, e fez novas vítimas em Curitiba (PR). Uma reportagem do site G1 do Estado da região Sul do Brasil, da última sexta-feira (14), conta exatamente a mesma história de preconceito pela orientação sexual, com uma diferença: os golpitas, agora, tinham acabado de chegar de Rondônia.

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Na extensa matéria do G1 do Paraná, Marco conta que seu sonho era “morar em Curitiba”, e que ao procurar um abrigo da prefeitura, depois de ser novamente “dispensado” do suposto emprego, teve recusada sua entrada na moradia temporária pois ela não admitia Spike – o cachorro de estimação do casal.

A história sensibilizou as organizações não governamentais (ONGs), de defesa animal, SOS 4 Patas Paraná, Animais Sem Teto, e Amigo Animal, que acabaram comprando as passagens de volta do casal. Na reportagem compartilhada do G1 em suas redes sociais, diversas pessoas demonstraram “empatia” com o caso – outras, porém, consideraram estranha a história. Algumas delas, inclusive, também compartilharam matérias nos comentários do post dizendo se tratar de um golpe.

Segundo um rápido levantamento de matérias produzidas que denunciaram a prática de estelionato, além de Mato Grosso e Paraná, os golpistas também teriam agido no interior de São Paulo. No momento, o paradeiro dos “viajantes”, que estão conhecendo o Brasil com dinheiro da “solidariedade” das pessoas, é desconhecido.

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