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Conselheiro estuda renunciar vaga no TCE e perder R$ 35 mil por mês em MT

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O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Waldir Teis, estaria cogitando pedir a renúncia de seu cargo . O membro da Corte de Contas já ingressou com um pedido de aposentadoria, mas teme ter o mesmo destino de seu colega, Antônio Joaquim, que também é conselheiro do órgão e não conseguiu ser aposentado até hoje.

Ele aguarda até hoje a análise de sua solicitação para passar à inatividade. Ambos os conselheiros Waldir Teis e Antônio Joaquim, bem como outros dois colegas de plenário do TCE – Sérgio Ricardo e José Carlos Novelli -, estão afastados da Corte de Contas desde setembro de 2017, após a deflagração da operação “Malebolge”, da Polícia Federal.

A eventual renúncia de Waldir Teis pode esquentar ainda mais a disputa nos bastidores por uma vaga de conselheiro na Corte de Contas – um cargo de alto prestígio financeiro e político, vitalício, e que institucionalmente se equipara aos desembargadores do Poder Judiciário. O salário de um conselheiro do TCE ultrapassa R$ 35 mil (fora os penduricalhos).

A legislação de Mato Grosso estabelece que tanto a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), quanto o Poder Executivo, devem escolher os membros da Corte da Conta – majoritariamente, decisões políticas, e não técnicas, são levadas em conta na hora da “escolha”. Na ALMT, um nome que sempre é lembrado para ingressar no órgão é o presidente do Legislativo, e deputado estadual, Eduardo Botelho (DEM).

Oficialmente, porém, o parlamentar diz que seu “sonho” ´é ser governador de Mato Grosso. Nas últimas semanas, o também deputado estadual, Allan Kardec (PDT), mostrou seu interesse em ingressar no órgão.

Atualmente, o TCE-MT possui apenas 3 conselheiros titulares dos 7 que deveriam compor o plenário (exceto o presidente). Se optar pela renúncia do cargo, Teis, que chegou a ser preso no ano passado pela Polícia Federal por tentativa de obstrução de provas, perderá automaticamente o provento de cerca de R$ 35 mil por mês.

Teis também adotaria uma estratégia semelhante ao ex-conselheiro Humberto Bosaipo. Com dezenas de ações na Justiça, ele renunciou ao cargo em 2014 e escapou de condenações que poderiam levá-lo até mesmo a prisão.

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