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Corregedor ouve juízes: grupos de trabalho melhorarão serviços

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A ideia é ouvir as pontas da prestação jurisdicional, localizadas nas 79 comarcas do Estado de Mato Grosso. O corregedor-geral da Justiça do Poder Judiciário, desembargador José Zuquim Nogueira, quer identificar e sanar problemas que atinjam o primeiro grau de jurisdição. Em uma conversa franca e aberta, de forma virtual, ele, os juízes auxiliares, o coordenador e as diretoras da Corregedoria do TJMT, conversaram com mais de 200 juízes. Grupos de Trabalho serão montados e atuarão conforme a necessidade apontada pelos juízes.
 
Foram dois encontros virtuais com os juízes, as reuniões foram realizadas na quinta e sexta (4 e 5/02). Os magistrados tiveram oportunidade de falar e também mandarão apontamentos e sugestões para o e-mail da CGJ. “Queremos a participação dos senhores para fazer o melhor em nossa gestão. Prestar um bom serviço ao jurisdicionado e também bater metas, fica mais fácil quando trabalhamos juntos”, pontuou o corregedor durante a reunião de apresentação da equipe e direcionamento dos trabalhos em período de pandemia.
 
Após as boas vindas o corregedor abordou os Nove Eixos da Gestão da Corregedoria-Geral da Justiça para o biênio 2021/2022, que são:
 
MELHORIA CONTÍNUA DOS PROCESSOS INTERNOS ; revisão do portfólio de serviços e projetos da CGJ, com priorização da parcela de atividades com maior relevância estratégica e potencial transformacional para as atividades negociais;
 
GOVERNANÇA DA INFORMAÇÃO; gestão orientada por dados, com consolidação do Projeto OMNI por meio da qualificação dos dados judiciais e descoberta de formas de entrega de informação útil para o processo de tomada de decisão pelos vários atores;
PROBIDADE; priorização da função disciplinar, com o objetivo de adequadamente individualizar condutas incompatíveis com os deveres funcionais da Magistratura;
 
ACESSO À JUSTIÇA; aprimoramento dos mecanismos de acesso à Justiça por estratégias de simplificação do processo de comunicação com o cliente externo e consolidação da Justiça Multiportas para atendimento das demandas conforme suas especificidades;
 
GESTÃO DE INDICADORES; atenção prioritária aos indicadores de desempenho, com ações de incremento da performance do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso;
 
GESTÃO INTEGRADA DO PORTFÓLIO DE SERVIÇOS; Coordenadoria da Corregedoria como unidade gestora do portfólio de serviços e projetos, potencializando a capacidade gerencial da Corregedoria-Geral da Justiça;
 
ATIVIDADE CORRECIONAL; otimização da atividade correcional, por meio da priorização de ações de planejamento colaborativo e intervenções orientativas, reservando-se às atividades fiscalizatórias para as unidades com indicativos de anormalidade;
 
AUDITORIA E INTELIGÊNCIA DE NEGÓCIO; adoção de estratégia para monitoramento em tempo real e fiscalização corretiva das unidades do foro extrajudicial e
 
ATUAÇÃO ESTRATÉGIA; atenção especial para o sistema dos Juizados Especiais e Sistema de Justiça Criminal, incluindo Sistema Prisional e Socioeducativo.
 
O corregedor também ressaltou que pretende atuar de forma preventiva, evitando assim processos. “A Corregedoria tem seu papel definido e vamos desenvolvê-lo, mas podemos melhorar, evitando a atuação punitiva, pela ação preventiva”, ponderou o corregedor, que na sequência abriu a palavra aos auxiliares.
 
A juíza-auxiliar, Christiane da Costa Marques Neves; que entre outras atribuições é responsável por gerenciar matérias relativas à área cível, acompanhar o corregedor nas visitas técnicas e supervisionar as atividades do Departamento de Judiciário Auxiliar (DJA), ressaltou a disponibilidade da equipe. “Nosso desejo é de contribuir com todos. Queremos trabalhar juntos”, revelou a magistrada.
 
“Contamos com a força de nosso capital intelectual para melhor servir. Temos vários desafios a serem superados. Vamos abrir espaço, compartilhem aquilo que vocês fazem de melhor. É compromisso nosso a sustentação dos indicadores de produtividade. A presidente e o corregedor se comprometeram e nós devemos reforçar este compromisso, que a propósito já era feito pelas gestões anteriores”, disse o juiz-auxiliar, João Thiago de França Guerra, que entre outras atribuições supervisiona as atividades do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), com foco na área de tecnologia e da plataforma Processo Judicial Eletrônico (PJe e PJeCor); coordenar as atividades da Auditoria da Corregedoria e supervisiona as atividades da Coordenadoria da Corregedoria, além de monitorar os indicadores relacionados ao Prêmio Nacional de Qualidade.
 
Ao juiz-auxiliar, Eduardo Calmon de Almeida Cezar, cabe o gerenciamento de questões administrativas do foro extrajudicial, gerenciar os processos contra decisões dos Juízes-Diretores do Foro, bem como os recursos contra decisões do Corregedor em relação ao foro extrajudicial. “Vamos trabalhar ao máximo para o melhor desempenho de suas atividades, que impactam diretamente na entrega da prestação jurisdicional. A Corregedoria está aqui para auxiliar aos senhores e também aos servidores do Poder Judiciário. O corregedor conhece a realidade da magistratura, vejam a Corregedoria como uma força para toda a sociedade”, considerou.
O juiz-auxiliar, Emerson Luis Pereira Cajango, coordena e realizar correições nas unidades cíveis e mutirões, regimes de exceção e inspeções, gerenciar matérias relativas aos Juizados Especiais e Turmas Recursais, além de desenvolver ações relacionadas aos Juízos de Execução Penal e Grupo de Monitoramento e Fiscalização Carcerário (GMF). “Agradeço a oportunidade de continuar na equipe da Corregedoria e vamos honrar o trabalho das equipes que nos antecederam. Todas as metas são desafiadoras e nos exigem muito, pre
cisamos de organização e diálogo para alcançarmos nossas metas. Posso dizer que o sucesso será de todos nós”, concluiu.
O Plano de Gestão, Plano de 100 dias e as atribuições dos juízes-auxiliares constam no site: www.corregedoria.tjmt.jus.br
O coordenador da Corregedoria-Geral da Justiça, Flávio de Paiva Pinto, apresentou a equipe de servidores em seus Departamentos. “Nilcemeire Vilela, Renata Bueno, Karine Lozich, Manuela Tenuta e Elaine Zorgetti, são nossa diretoras e estão à disposição dos senhores. Faremos nosso melhor em prol da sociedade”, reforçou Flávio.
 
Logo após os juízes se manifestaram e fizeram observações de melhorias nos serviços e estruturas. As sugestões foram anotadas e continuam sendo captadas por e-mail.
 
O corregedor ainda explanou sobre os cuidados contra o Covid e a Comunicação da CGJ. “Continuamos trabalhando em parceria com a Presidência, como deve funcionar o Poder Judiciário. A sociedade tem nos cobrado serviços e resultados e precisamos mostrar que realizamos isso da melhor maneira, para isso disponibilizamos a nossa Comunicação, que trabalhará integrada com a Comunicação da Presidência”. Concluiu o corregedor, que logo marcará as reuniões de grupos de trabalho.
 
Ranniery Queiroz
Assessoria de imprensa CGJ/TJMT
 
 

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