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De JFK a Bernie Sanders

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| Foto: Fábio Abreu

Outro dia, uma conhecida jornalista, cansada de ser acusada de esquerdista pelos críticos, definiu-se como uma “liberal democrata”, e quando um leitor pediu algum exemplo de político que representasse tal liberalismo, ela citou Barack Hussein Obama. Para a mesma, não há esquerda nos Estados Unidos. Ela cometeu o erro básico de confundir o “progressismo” cada vez mais radical da esquerda democrata com o bom e velho liberalismo.

Não só o Partido Democrata é de esquerda, apesar de usar o termo “liberal“, como é cada vez mais radical à esquerda. Como foi que isso aconteceu? O liberalismo vem sendo usurpado pela esquerda desde o New Deal de Roosevelt, e quem estuda a política americana sem ser só pelas fontes típicas como CNN e New York Times sabe muito bem que “liberalismo”, hoje, virou sinônimo de esquerdismo.

A revolução foi relativamente silenciosa e gradual, o que explica a ignorância de muitos. Os democratas modernos, que despertam paixão na militância e recebem destaque na imprensa, defendem bandeiras extremistas, como aborto em qualquer fase da gestação, saúde totalmente estatizada, fronteiras escancaradas para qualquer imigrante e até mesmo o socialismo. Se isso não é esquerda radical, então o que é?

Há um crescente desprezo por parte dos democratas por todo o legado da América. Em vez de orgulho pela nação mais próspera e livre do mundo, a esquerda americana, influenciada por gente como Howard Zinn, Oliver Stone e Noam Chomsky, cospe na trajetória americana e enxerga apenas um rastro de injustiças, opressão e patriarcado do “terrível” homem branco. Os democratas viraram antiamericanos!

Não vamos esquecer que Obama pretendia transformar “fundamentalmente” o país. Quem ama não quer mudar a essência; quer no máximo melhorar o que há de errado. Mas para os democratas atuais não há motivos para patriotismo, algo ultrapassado e tacanho frente ao “liberalismo” cosmopolita. Obama é um “cidadão do mundo”, e os Estados Unidos são, para ele, tão especiais quanto qualquer outro país. O grande divisor de águas é sobre a crença ou não na excepcionalidade americana.

Se unirmos a esse sentimento patriótico a crença em Deus e no cristianismo, bastante enraizada na história americana, aí o abismo entre “liberais” e conservadores fica ainda maior. Mas esse abismo é recente, e expõe justamente o quão acelerada foi a revolução democrata, ainda que imperceptível para os mais desatentos.

“Onde quer que a liberdade esteve em perigo, os americanos, com um profundo sentimento patriótico, sempre estiveram dispostos a encarar o Armagedom e desferir um golpe pela liberdade e pelo Senhor”. Essa declaração seria considerada obscurantista e fanática hoje pela maioria dos democratas e jornalistas da mídia mainstream. Essa outra, então, seria pretexto para convocar os homens de branco: “O caráter americano tem sido não só religioso, idealista e patriótico, mas por causa deles tem sido essencialmente individual. O direito do indivíduo contra o Estado sempre foi um dos nossos princípios políticos mais queridos”.

No entanto, ambas as falas foram proferidas pelo ex-presidente John Kennedy. E não só isso, como várias outras mensagens de JFK sobre o papel do governo e da América no mundo seriam consideradas “ultraconservadoras” pelos próprios democratas de hoje.

Seus herdeiros políticos, por exemplo, pregam cada vez mais gastos públicos para resolver todos os problemas. É o “tudo grátis” oferecido de forma populista por Bernie Sanders e companhia. Mas eis o que JFK pensava: “Devemos buscar o equilíbrio orçamental ao longo do ciclo de negócios com excedentes durante os bons tempos mais do que compensando os déficits que podem ser incorridos durante recessões. Sugiro que esta não é uma política fiscal radical. É uma política conservadora”.

Por meio de um relativismo moral exacerbado, os democratas passaram a quebrar todos os tabus e incentivar um comportamento hedonista e indecente, mas eis o que JFK pensava: “Um mundo que lança fora toda moralidade e princípio – todo idealismo sem esperança, se quiser – não é um mundo onde vale a pena viver”. Será que ele ficaria feliz com a ideologia de gênero e a libertinagem promovidos por seus companheiros “liberais”?

Desnecessário dizer que o católico JFK era um anticomunista radical, e que queria eliminar o ditador Fidel Castro, em vez de louvar suas “conquistas”, como faz Bernie Sanders. “Hoje, as forças sinistras do comunismo estão trabalhando duro. O maior baluarte contra a propagação do comunismo é a força das democracias, onde são apreciados os direitos fundamentais da individualidade”, disse Kennedy. Compare isso aos elogios feitos pelo socialista octogenário de Vermont.

Em tempos de Guerra Fria, JFK tinha clareza moral e defendia o legado americano, enquanto Sanders era simpatizante dos soviéticos. Eis o que disse Kennedy: “Esta não é uma luta pela supremacia das armas apenas – é também uma luta pela supremacia entre duas ideologias conflitantes; liberdade sob Deus versus uma implacável tirania sem Deus”. Sanders prefere claramente uma tirania sem Deus!

Os discursos de JFK parecem com os de Reagan ou Thatcher, não os de Obama e certamente não os de Sanders. Ira Stoll, em livro que define o grande ícone democrata como um conservador, conclui: “Os cortes de impostos de Kennedy, sua contenção dos gastos domésticos, a sua preparação militar, sua política econômica pró-crescimento, sua ênfase no livre comércio e num dólar forte, e sua política externa conduzida pela ideia de que a América tinha uma missão dada por Deus para defender a liberdade, tudo faz dele, pelos padrões tanto de seu tempo como de nossa própria época, um conservador”.

Mas o partido de JFK virou o partido de Alexandra Ocasio-Cortez, de Ilhan Omar, de Rashida Tlaib e de Bernie Sanders. Socialismo, ecoterrorismo, anticapitalismo, ateísmo: tudo isso foi se infiltrando no partido, com ajuda da imprensa. E seu maior ícone atual pode ser aquele a disputar com Trump as eleições.

Aí fica mais fácil entender que não é retórica quando Trump afirma que a América jamais será socialista. É a defesa sincera e legítima dos valores americanos, do legado dessa grande nação, que os democratas pretendem dinamitar. Mas, felizmente, não vão conseguir.

Rodrigo Constantino, economista e jornalista, é presidente do Conselho do Instituto Liberal.


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O agronegócio não pode parar

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A fome ainda é uma realidade no mundo todo, e apesar de sermos cerca de 7,3 bilhões de pessoas que habitam a Terra, segundo estudos da FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura morrem aproximadamente 21.000 pessoas diariamente por fome ou problemas derivados dela, e aproximadamente 01 em cada 09 pessoas vivem a realidade da fome, ou seja, cerca de 821 milhões de pessoas que passam fome no mundo todo.

E desde sempre, a fome atinge principalmente as populações mais pobres e carentes, já que está relacionada às desigualdades econômicas e sociais nas mais diferentes escalas, e deste grupo de pessoas as crianças, ainda são as mais vulneráveis e mais sujeitas a desnutrição, bem como ao óbito.

Segundo estudos da FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, um terço de toda a comida produzida anualmente (em torno de 1,3 bilhões de toneladas) não é consumida, e é jogada fora, contudo, apenas 25% desse alimento não consumido seria suficiente para alimentar a população que ainda passa fome.

Vale ressaltar, que a fome está presente em toda a história da humanidade, e ondas de mortes causadas pela falta de alimentos não eram algo incomum até pouco tempo atrás, mas, os dados atuais são bastantes assustadores, e certamente em 2020 poderá agravar muito mais a fome no mundo, em virtude da pandemia do coronavírus COVID/19, uma vez que a maioria dos países estão aderindo à paralisação geral, inclusive reduzindo as atividades na agricultura a fim de evitar proliferação maior do vírus.

No Brasil o agronegócio é protegido pela Constituição Federal, e assim, as atividades do agronegócio não podem e nem devem parar, haja vista que tratam de interesse de todos para que possamos nos alimentarmos.

Neste patamar, o governo Federal publicou em 07/02/2020 a Lei 13.979/2020 que apresentam medidas necessárias e pertinentes para o poder público dar enfrentamento do coronavírus COVID/19, a fim de evitar alastramento desta enfermidade, inclusive algumas atitudes bastantes extremas, ora o isolamento e paralisação de vários setores.

Contudo, o Governo Federal ratificou a constitucionalidade da proteção do agronegócio publicando o Decreto Federal sob n.º 10.282/2020 considerando essencial as atividades agropecuárias, e por consequência proibindo de serem paralisadas ou restritas as atividades, por serem consideradas essenciais à vida.

Desta forma, todas as atividades relacionadas ao agronegócio não podem ser paralisadas pelo poder público, tais como produção insumos, e sua respectiva venda e distribuição, e demais produtos agropecuários, bem como o fornecimento de todos os produtos utilizados na cadeia produtiva, por serem consideradas atividades essenciais.

Devemos assim, sensibilizar todos os entes públicos e privados sobre a importância e dever de proteção de todos assuntos interligados com a agropecuária para o Brasil e o mundo.

Pois, o agronegócio não pode e não deve parar, muito menos ser restringida de todas suas atividades interligadas na cadeia produtiva, para não agravar ainda mais o caos da fome no mundo.

Referência

Se estima que, en 2017, el número de personas subalimentadas ha alcanzado los 821 millones: alrededor de una persona de cada nueve en todo el mundo. La subalimentación y la inseguridad alimentaria grave parecen estar aumentando en casi todas las subregiones de África, así como en América del Sur, mientras que la situación de la subalimentación se mantiene estable en la mayoría de las regiones de Asia. http://www.fao.org/3/I9553ES/i9553es.pdf

FLAVIANE RAMALHO – advogada

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