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Em ligação ao Samu, empresário falou que adolescente morta com tiro tinha “batido a cabeça”

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O empresário Marcelo Cestari foi quem ligou para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) informando sobre o “incidente” com a adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, no dia 12 de julho, em sua mansão no condomínio Alphaville 1, em Cuiabá. Porém, ao invés de informar que a garota havia sido baleada, ele disse que ela tinha “caído e batido a cabeça”.

A gravação da ligação de Cestari para acionar uma equipe médica foi divulgada pelo site Hipernotícias. Ela ocorreu às 22h03.

“Oi, rápido a menina caiu no banheiro aqui no Alphaville. Está saindo muito sangue, (ela) está perdendo muito sangue”, dizia o empresário desesperado.

Ao ser questionado, ele reforçou que ela tinha batido a cabeça. “Ela caiu e bateu a cabeça, tem uns dois litros de sangue no chão. Rápido, rápido aqui no Alphaville I. Ela está perdendo muito sangue”.

Na sequência, o empresário afirma que a adolescente não estava respirando e cobra rapidez para o atendimento dela. “Rápido, moça. Por favor. Ela está perdendo muito sangue, muito sangue. Ela está desacordada. Não estou sentindo a respiração dela”, colocou.

Em nenhum momento da ligação, Cestari informou que a garota havia sido baleada. Isabele Ramos morreu por um disparo de pistola, supostamente acidental, dado pela filha do empresário.

Cestari chegou a ser preso logo após o assassinato por posse ilegal de arma de fogo. Contudo, foi solto após pagar fiança de R$ 1 mil. A Justiça chegou a ampliar a fiança para R$ 209 mil, mas o Tribunal de Justiça anulou a decisão.

Desde o crime, a Polícia Civil vem investigando a circunstências em que a adolescente foi morta. A mãe dela, Patrícia Guimarães Ramos, não acreditou na versão da família Cestari.

A adolescente autora do disparo disse que foi guardar a arma a pedido do pai, mas nesse momento Isabele passou por ela ela escada e se dirigiu ao quarto. A menor foi atrás da amiga, que estava no banheiro.

Ao chamá-la, o case onde a pistola estava caiu. Ela pegou a arma com uma mão e o case com outra. Foi quando ocorreu o disparo que atingiu a estudante na cabeça.

Desde o crime, a Polícia Civil colheu diversos depoimentos para esclarecer a situação. Porém, o caso está tramitando em sigilo.

Fonte: Folha Max

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