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Empresário réu em desvio de quase R$ 2 milhões denuncia delegados, promotores e juízes em MT

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O empresário Willian César Batista de Jesus, réu na “Operação Cupititas” em 2015 por desvios de aproximadamente R$ 2 milhões na Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACC-MT), realizou no dia 27 de janeiro uma série de acusações contra autoridades.

As acusações foram feitas contra os delegados Mário Demerval Aravechia de Resende, Eduardo Botelho e Gerson Vinicius Pereira, promotores Sérgio Silva da Costa, Márcia Furlan e Ana Cristina Bardusco Silva, juízes Marcos Faleiros, Ana Cristina Mendes e Raquel Fernandes Alencastro, além do advogado Fábio Griggi Pedrosa.

Foram registradas denúncias no cartório do município, na cidade de Palhoça em Santa Catarina. O objetivo é que o processo seja sentenciado levantando suspeição de várias autoridades. 

Os desvios na entidade teriam acontecido entre os anos de 2008 e 2015, quando o empresário ainda residia em Mato Grosso, mas que estava a negócios em Santa Catarina quando recebeu ligação que a casa de sua sogra estava cheia de policiais.

O réu contou que o delegado Mário Demerval exigiu  a apresentação dele e da sua esposa, ex-presidente da AACC-MT, Telen Aparecida da Costa, naquele mesmo dia sob pena de mandato de prisão da sogra, Edite Gonçalves de Arruda Costa, e do contador Luciano Gledson Monteiro Catelan. Ambos também denunciados.

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“Não tenho interesse nenhum em manter o Luciano e a Dona Edite presos, mas para liberá-los quero você e Willian aqui hoje antes da 18 horas”, teria dito o delegado, segundo Willian.

Willian alega que a família foi alvo de “tortura psicológica” pela PJC. “O tempo todo saíam e entravam da sala dizendo que a imprensa tinha chegado, diziam que faziam questão de mostrar suas caras no programa ‘Fantástico’ para que ‘a sociedade decidisse seus destinos’, pois tinham certeza que um linchamento em praça pública era o mínimo que receberiam”, revela o empresário.

Além disso, o empresário relatou uma série de acusações, como extorsão, se eles aceitassem pagar R$ 2 milhões não seriam denunciados, entre outros.

Para Willian, O Poder Judiciário de Mato Grosso, o Ministério Público do Estado e a Polícia Judiciária Civil, agiram em conjunto com a intenção de proteger uma das diretoras-executivas da AACC, Otília Fernandes Alencastro – servidora federal e irmã da juíza que atua no TJMT, Raquel Fernandes Alencastro.

RETALIAÇÃO

No documento, Willian César Batista de Jesus revela que teme pela própria vida e dos familiares pois, em sua avaliação, o Brasil é o país da “queima de arquivo” e de “assassinatos brutais” e aponta que o processo que apura os desvios na AACC encontra-se em segredo de justiça para “proteger” os verdadeiros autores das supostas fraudes. O empresário também analisa que na época dos fatos – fim de 2015 e início de 2016 -, o país passava por uma “onda de prisões midiáticas, que, legais ou não, primeiro se prendia, depois se discutia” em alusão à operação “Lava Jato”.

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Ele conta ainda que em Mato Grosso não era diferente “debaixo do poder da toga e da caneta arbitrária da autodenominada ‘Moro de Saias’”, numa referência à juíza aposentada, e senadora cassada, Selma Arruda (Podemos-MT). Wilian Cesar Batista de Jesus acusa os servidores públicos de alto escalão de Mato Grosso de organização criminosa, cárcere privado, tráfico de influência, exploração de prestígio, denunciação caluniosa, incitação à violência, coação no curso do processo, extorsão, concussão, violação de segredo de justiça, violação de sigilo bancário, violação de sigilo funcional, fraude processual, supressão de documentos dos autos, coação de advogado em audiência, omissão, prevaricação, cerceamento de defesa e advocacia administrativa.

O empresário requereu investigação junto à Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Com informações, Folhamax

 

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