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Empresários invadem prefeitura de VG; EP e Kalil dizem ser “difícil” lockdown

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O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), se reuniu com o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), na tarde desta sexta-feira (26) para discutir a adoção de medidas restritivas nas duas cidades. Após duas horas de conversa, o debate terminou sem uma definição.

Em entrevista à imprensa após a reunião, Emanuel Pinheiro afirmou que irá implantar medidas mais restritivas, mas descartou um “lockdown”. Kalil também considerou ser difícil implantar uma restrição mais rígida no comércio.

“Tivemos uma conversa para trocar experiência sobre o decreto, entendemos que temos que baixar as medidas juntos até mesmo por conta da preocupação com os municípios vizinhos. Então, se for possível, vamos fazer um decreto único. Se não for possível, cada um vai ter a sua autonomia e vamos continuar conversando”, explicou.

O prefeito cuiabano seguiu dizendo que a as discussões seguirão para a edição final de um decreto. “Voltaremos a nos falar amanhã novamente, porque eu quero anunciar amanhã, ou mais tardar na segunda de manhã as medidas da capital. Vou estudar bastante, analisar bem e ver o que é melhor para a população”, complementou.

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A discussão sobre o lockdown foi colocada em pauta após a divulgação do novo decreto que classificou Cuiabá, Várzea Grande e outras 48 outras cidades com risco “muito alto” de contaminação. Os municípios que estão com essa classificação, segundo orientação do Governo, devem adotar várias restrições, entre elas, a adoação de quarentena obrigatória por 10 dias.

VÁRZEA GRANDE

Na manhã desta sexta, Kalil conversou com secretários e o Comitê de Enfretamento a covid-19 para alinhar os últimos detalhes e definir sobre os serviços essenciais que vão continuar funcionando. Na ocasião, assessores deles disseram que o fechamento das atividades não essenciais por 10 dias era “inevitável”.

Contudo, após finalizar a reunião com Emanuel, Kalil sinalizou ter recuado da decisão. “Eu não trabalho com a possibilidade de lockdown, até porque fechamento de todo o comércio é ruim, as pessoas precisam trabalhar. Mas a gente tem que limitar algumas atividades”, pontuou Baracat.

Caso nenhum dos gestores adotem medidas mais restritivas, existe a possibilidade do Ministério Público acionar a Justiça pedindo a restrição das atividades para conter o avanço da Covid-19.

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MANIFESTAÇÃO

Enquanto Emanuel e Kalil conversavam no Palácio Alencastro, um grupo de empresário se aglomerou em frente ao Paço Couto Magalhães, sede da Prefeitura de Várzea Grande. Donos e funcionários de lanchonetes, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais pediram a não implantação do lockdown. Todos utilizavam o uso da máscara obrigatória, contudo, não foi respeitado o distanciamento mínimo.

Não foi confirmado se eles foram recebidos por representantes da prefeitura.

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