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Ex de ex-secretário tenta liberar imóvel bloqueado em ação sobre “mensalinho”

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A empresária Cibele de Aguiar Bojikian, ex-esposa do ex-secretário da Casa Civil de Mato Grosso, Pedro Nadaf, tenta desbloquear um imóvel que sofreu a restrição no âmbito de uma ação que tramita em sigilo, e que apura o pagamento da propina conhecida como “Mensalinho”.

Segundo informações de uma petição que tramita na Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular do Tribunal de Justiça (TJMT), o imóvel localiza-se em Cuiabá e teria sido adquirido pelo casal no ano de 2002, no valor de R$ 100 mil.

Alegando que o bem “já estaria em seu nome” no momento da ordem de bloqueio proferida nos autos que julgam a suposta ocorrência do “Mensalinho”, e que tramita em sigilo, a empresária pede o fim da restrição de modo a “dispor” da propriedade – como numa venda, por exemplo.

A juíza Celia Regina Vidotti, que atua na Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular, porém, observou que a negociação de R$ 100 mil, do ano de 2002, “não corresponde ao valor do bem” nos dias de hoje. Ela determinou que Cibele de Aguiar Bojikian informe o preço correto do imóvel sob pena de extinguir o processo.

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“Intime-­se a embargante para, no prazo legal, emendar a inicial e retificar o valor da causa, atribuindo-­lhe o valor venal do imóvel que pretende liberar, podendo ser utilizada, para tanto, a avaliação para fins de apuração do imposto predial territorial urbano. No mesmo prazo, a embargante deverá recolher a diferença das custas processuais, se houver. Consigne-­se que não havendo emenda da inicial, no prazo assinalado, a petição será indeferida, com a consequente extinção do processo”, determinou a juíza.

MENSALINHO

Em agosto de 2017, uma reportagem do Jornal Nacional chocou os mato-grossenses e o Brasil ao mostrar diversos ex-deputados estaduais recebendo maços de dinheiro das mãos de Silvio César Corrêa, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa.

O pagamento seria uma propina, apelidada de “Mensalinho”, entregue aos então parlamentares como forma de “comprar” o apoio a projetos do Poder Executivo, chefiado à época pelo ex-governador Silval Barbosa, que precisavam de aprovação do Legislativo.

José Domingos Fraga foi um destes ex-deputados gravados recebendo a suposta propina. Além dele, há também vídeos que registraram pagamentos a Emanuel Pinheiro, Wagner Ramos, Oscar Bezerra, Gilmar Fabris, Hermínio Barreto, Alexandre César, Baiano Filho, Luciane Bezerra, Antônio Azambuja, Airton Português, além do ex-deputado federal, Ezequiel Fonseca.

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“O prejuízo sustentado tem origem na cobrança de propina de construtoras que executavam obras do programa ‘MT Integrado’ e para a Copa do Mundo de 2014, sendo que a referida verba ilícita era paga aos Deputados, como garantia de apoio da Casa Legislativa estadual para as propostas do então governador Silval da Cunha”, diz trecho da denúncia.

Os pagamentos giravam em torno de R$ 60 mil por mês.

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