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Filha acusa hospital Santa Rosa de negligência e contesta que pai tenha morrido de Covid-19

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A esteticista, Aléxia Cardoso de Lara, filha do empresário Cesar Alves de Lara, de 64 anos, que morreu no final do último mês no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, contesta que a morte tenha sido causada pela Covid-19. Com o laudo em mãos, ela afirma que o pai realizou os testes que deram negativo para coronavírus.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Aléxia explica que o pai teve câncer no fígado, e que nos últimos dois anos fez tratamento em Curitiba e em São Paulo.

No dia 19 de junho, o empresário sofreu uma queda em casa, e por conta da dor foi encaminhado ao hospital. No primeiro momento, César foi atendido e medicado.

A esteticista, afirma que o pai chegou consciente, apenas alegando que sentia muita dor. Ela também conta que levou todos os exames que ele já havia feito anteriormente.

Em determinado momento, o empresário foi medicado, dormiu por um longo período e ficou em observação por cerca de 4 horas. Na sequência, ele foi entubado e após fazer uma tomografia, seria encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em uma ala onde não haviam pacientes diagnosticados com Covid-19.

Aléxia conta que o paciente foi medicado com grande quantidade de soro e ao passar pela tomografia, foram constatados alguns nódulos no pulmão. Mas, ela explica que eram nódulos benignos que já haviam sido examinados e os resultados anteriores comprovam que não se tratava de nenhuma doença.

Mas, ao analisarem os resultados da tomografia os médicos alegaram que o paciente estava com pneumonia e o encaminharam para a UTI junto aos pacientes com suspeita de Covid-19. “Não coloquem meu pai nessa ala, ele não está com Covid”, suplicou a esteticista.

Após insistência dos médicos, o empresário foi encaminhado para a ala dos pacientes com Covid-19. Mas, a filha afirma que o pai havia testado negativo para a doença. No decorrer da internação, ela disse que não obteve nenhuma notícia precisa sobre o estado de saúde do pai.

No dia 22 de junho, o paciente realizou mais um teste para o coronavírus. No dia 23, o empresário faleceu. O hospital não informou a família sobre o óbito e, segundo Aléxia, ela foi informada por uma amiga, que solicitou ajuda de terceiros que estava no hospital na hora e avisou do óbito.

No hospital disseram que ela deveria ir até o Instituto Médico Legal (IML), para dar procedência. Porém, o coordenador do IML informou que o óbito deveria ser registrado pelo hospital.

Aléxia afirma que o Hospital Santa Rosa dificultou o acesso a declaração de óbito, insistindo em encaminhar o corpo ao IML. Após esclarecimentos, o hospital emitiu a declaração de óbito que informava a causa da morte como suspeita de coronavírus, apesar de que os últimos testes haviam dado negativo para a doença. Com isso, a filha ficou impedida de realizar o funeral do pai.

Após muito transtorno, Aléxia conseguiu comprovar que o pai não havia morrido de coronavírus e fez com que o hospital revertesse o resultado emitido na declaração de óbito. E só assim, pôde realizar a cerimônia fúnebre do pai. “Eu chorei de felicidade quando me entregaram a guia certa, porque eu poderia dar um enterro para o meu pai. Eu sabia que ele não estava com coronavírus. Depois de muita briga que eles viram que estavam errado e consertaram” explicou.

Ela ainda completa “Isso fica de alerta para outras pessoas que sabem que seu familiar não tem covid e o hospital insiste em colocar como suspeita de Covid. Eu não sei o que eles ganham e nem me interessa, mas é muito ruim não poder encerrar o ciclo, não poder se despedir da pessoa que você ama e tratar a gente com tanto descaso”, disse a esteticista.

Confira os documentos na íntegra

alexia cardoso b.o.

 

Veja o vídeo:

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