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Governador diz que Sintep age contra o Estado e confirma aulas em agosto

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O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) está sempre agindo contra as decisões do Estado. A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (26), durante a apresentação das medidas adotadas pelo Governo do Estado para garantir o retorno seguro às aulas na rede pública estadual de forma híbrida no dia 3 de agosto.

Na semana passada, o presidente do Sintep, Valdeir Pereira, se manifestou contra a decisão judicial que promulgou uma Lei condicionando o retorno das aulas nas escolas públicas do Estado a imunização total dos servidores da Educação, liberando o retorno das aulas presenciais.

“Descontentamento sempre tem, o sindicato faz o sindicalismo que a meu ver está perdendo o objetivo, sempre do contra, isso não é aquilo que a sociedade e tenho certeza que a maioria dos professores querem para nossa educação. Tenho certeza que independente de posição sindical a maioria da rede quer voltar e as aulas vão indicar no dia 3”, disse Mendes.

Ao ser questionado sobre uma possibilidade de surto de Covid-19 dentro das unidades de educação comparado a Secretaria Estadual de Saúde, que teve 15 profissionais diagnosticados com a doença, Mendes afirma que receber as duas doses não significa que a pessoas não será contaminada e acrescenta que se outros setores só retornassem as atividades após tomar as duas doses do imunizante, o Governo estaria parado.

“Todo mundo sabe que estar vacinado não exime ninguém de pegar Covid, você simplesmente tem os efeitos minimizados porque terá anticorpos agindo e minimiza a probabilidade de ter uma complicação. A primeira dose já é suficiente para desenvolver imunidade. Todos nós e mesmo com segunda dose podemos pegar Covid. A gente precisa reiniciar esse trabalho”, explicou o governador.

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“Se fosse assim a gente devia parar o Governo, porque a Secretaria de Fazenda mexe com pessoas, a Sema mexe com pessoas o dia inteiro, a Seplag teria que parar. Já pensou todo mundo parar e só retomar após tomar a segunda dose? Essa lógica não se aplica, não tem ninguém que esteja parado esperando tomar a segunda dose. Dentro dessa lógica nós acreditamos que a educação pode voltar, mantendo os procedimentos de segurança de todos os profissionais”, acrescentou.

Em relação ao transporte desses estudantes que não estão imunizados e que aumentaria a lotação do transporte público, Mauro argumenta que a maioria dos jovens não está dentro de casa cumprindo isolamento social e vive uma vida normal. “Esse é um grupo de muito baixo risco e esses jovens pode ter certeza que nem um deles está dentro de casa. Estão no bairro, nos ônibus, andando, brincando nos campos e estão tendo vida normal. Então voltar a vida normal dentro das escolas também com segurança”, pontuou.

Ainda segundo o governador, o professor que não retornar as salas de aulas deverá ser penalizado. “Nós temos muita segurança que a grande maioria dos profissionais quer voltar. Se alguém não voltar, nós vamos avaliar e tomar medidas de acordo com a legislação”, concluiu Mendes.

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RETORNO DAS AULAS

O secretário estadual de Educação (Seduc), Alan Porto, explicou que todos os protocolos devem ser cumpridos dentro das unidades de ensino. Além disso, o secretário lembrou que todos os profissionais da pasta já tomaram pelo menos a primeira dose da vacina.

“Hoje tomamos a decisão de iniciar as aulas no dia 3 de agosto. As salas de aula estarão funcionando com 50% da capacidade. Para chegarmos a isto, levamos em conta os índices da Covid-19, definimos os protocolos de biossegurança e fizemos todo um plano de contingência”, disse Porto.

“Vale lembrar que a vacinação nunca foi uma condicionante para o retorno das aulas. Temos 27 municípios em Mato Grosso que já voltaram com as atividades, 100% das escolas particulares, são 12 estados com os alunos de volta também”, acrescentou o secretário.

Ele também explicou que foi realizada uma reunião com representantes e que esse retorno está sendo planejado há sete meses.

 “Na semana passada nós fizemos uma reunião ampliada AMM, Ministério público, Sintep e todas as instituições, justamente para discutir essa questão de planejamento e protocolos de biossegurança. Lembrando que o Estado está há mais de sete meses discutindo isso, equipando as escolas e encaminhando recursos. Isso não começou ontem, há mais de sete meses nessa batalha. Então, existe esse diálogo, o sindicato se posicionou e a gente respeita. Mas, a maioria dos municípios vão retomar as atividades, vai acompanhar o Estado nessa decisão”, finalizou.

 

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