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Grupo denuncia ex-deputado por usar influência para “grilar” área da União em MT

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Um vídeo que vem circulando nas redes sociais denuncia uma suposta “grilagem” de terras do ex-deputado federal e suplente de senador em Mato Grosso, Fábio Garcia (DEM). O vídeo é apresentado por uma mulher que se identifica como representante de “um grupo de agricultores organizados”, que ocupam uma gleba que, supostamente, pertence à União, denominada “Aricá Mirim 2”. O grupo é denominado União Camponesa Nacional (UCN).

“Falo em nome de um grupo de agricultores organizados, que lutam pelo pleito de terras da União, e da justa divisão de terras, atendendo aos princípios da justiça social e aumentando a produtividade da agricultura familiar”, diz a representante dos agricultores.

Segundo o vídeo, Fábio Garcia estaria utilizando sua “influência” e “poder político” para ameaçar pequenos agricultores rurais que estariam ocupando a gleba “Aricá Mirim 2”. A gravação apresenta documentos informando que as terras já foram certificadas e georreferenciadas pelo Governo do Federal como um patrimônio do Estado – e não uma propriedade particular.

Ainda de acordo com o vídeo, além de Fábio Garcia, seu irmão, Fernando Robério Garcia, e a Engeglobal­ – holding que pertence á família do suplente a senador -, também estão envolvidos no suposto caso de grilagem de terras. O imóvel estaria sendo utilizado como “garantia” em processos judiciais contra o político que representa Mato Grosso.

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A gravação revela também que uma reintegração de posse no local chegou a ser realizada pela Polícia Militar e que teria contado com “24 viaturas e 100 policiais”, com o objetivo de retirar os agricultores da terra.

Fábio Garcia é 1º suplente do senador Jayme Campos (DEM-MT).

OUTRO LADO

O suplente de senador negou a prática de grilagem de terra e disse que a área é de sua família há 25 anos. Garcia disse ainda que a área foi comprada dos antigos proprietários, a família Müller.

“No ano passado um grupo de sem terras invadiu a fazenda. Recorremos à Justiça e sob decisão judicial houve o mandado  de reintegração de posse, ordem essa que precisou do apoio policial para ser cumprida já que os invasores se negavam em deixar a área”, afirmou.

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