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Hospitais de Mato Grosso devem orientar gestantes sobre importância de parto natural

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Foto: Marcos Lopes

Ansiedade, satisfação e, em alguns casos, até um certo receio de que algo não saia como planejado. São inúmeros os sentimentos de uma gestante prestes a dar à luz, sem falar da dúvida em optar pelo parto natural, humanizado ou, ainda, por intervenção cirúrgica (cesariana).

Com objetivo de dirimir algumas dessas dúvidas, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em segunda votação, na sessão ordinária desta quarta-feira (4), o Projeto de Lei 1092/2019 acrescentando dois novos dispositivos à Lei nº 10.676/2018. De autoria do deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC), a propositura torna obrigatória a fixação de placas de orientação em hospitais/maternidades da rede pública e privada.

Conforme o texto, as placas devem trazer esclarecimentos sobre as vantagens do parto natural ou humanizado. Outra exigência, é de que o material seja fixado em local visível, preferencialmente, nos espaços destinados ao atendimento das futuras mamães.

“Não é incomum as mulheres definirem seus partos como momentos de sofrimento, dor e até mesmo desrespeito. Nossa legislação pode, e deve, possibilitar que as gestantes tenham acesso a informações fidedignas e, desta forma, estejam seguras para tomar a melhor decisão”, justifica Xuxu Dal Molin que, em maio deste ano, experimentou pela segunda vez a experiência da paternidade.

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“A chegada de um novo membro na família é sempre um momento muito aguardado por todos. Recentemente revivi essa sensação e posso assegurar que, independente da maturidade do casal, sempre existem dúvidas em relação ao parto (…) É evidente que, em muitos casos, é inevitável a intervenção cirúrgica e isso precisa ser respeitado”, afirma o pai do pequeno Emmanuel Dal Molin.

Procedimento invasivo – Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), atualmente o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de países com maior número de procedimentos invasivos, dispensáveis e violentos durante o parto.

Enquanto a entidade estabelece em até 15% a proporção recomendada, no Brasil esse porcentual chega a 57%. A pesquisa revela, ainda, que a maioria das cesarianas é realizada de forma eletiva, ou seja, sem fatores de risco que justifiquem o procedimento cirúrgico.

“Acredito que um dos motivos para este ‘fenômeno’ esteja relacionado com a falta de assistência apropriada, a exemplo da informação. Nosso projeto de lei veio para suprir essa lacuna e auxiliar as futuras mamães nas tomadas de decisões”, finaliza Xuxu Dal Molin.

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