IA: J.P. Morgan e BlackRock dizem que não há bolha – 06/05/2026 – Economia

IA: J.P. Morgan e BlackRock dizem que não há bolha - 06/05/2026 - Economia

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Jamie Dimon, CEO do J.P. Morgan Chase, acredita que o investimento de US$ 1 trilhão (R$ 4,9 tri) em data centers “fará sentido” no longo prazo devido ao poder da tecnologia de IA (inteligência artificial), ressaltando o apetite do mercado para financiar um nível sem precedentes de gastos em infraestrutura tecnológica.

O executivo disse que os gastos também incluirão somas enormes para itens como chips, cabos e hardware, mas que “a tecnologia tende a se pagar, só que não de forma linear”.

“A forma como eu vejo é que, no total, vai fazer sentido. Se você quiser tentar escolher os vencedores e perdedores, vai ter dificuldade”, disse Dimon nesta terça-feira (5) em um evento em Nova York ao lado do CEO da Anthropic, Dario Amodei.

“Então haverá perdedores nisso, haverá vencedores, ou pessoas dizendo ‘eu avisei’, e coisas assim. Mas a tecnologia em si é tão poderosa que vale US$ 1 trilhão de investimento.”

Os comentários de Dimon ocorrem enquanto bancos estão buscando formas de se desfazer de riscos ligados a um excesso de dívidas de data centers. Ao mesmo tempo, a corrida para construir infraestrutura de IA estica os limites de financiamento entre os maiores credores globais.

A postura otimista em relação à demanda por tecnologia de IA foi ecoada em comentários paralelos do CEO da BlackRock, Larry Fink, que disse que “não há uma bolha de IA”.

“É o oposto. Temos escassez de oferta; a demanda está crescendo muito mais rápido do que qualquer um antecipou”, disse Fink, no mesmo dia, durante a conferência anual do Milken Institute em Beverly Hills.

“Ainda nem começamos a explorar as oportunidades da IA ao redor do mundo. [Há uma] enorme questão geopolítica sobre quem terá acesso a essa tecnologia”, afirmou.

O J.P. Morgan é uma das várias empresas que receberam acesso antecipado ao modelo Mythos da Anthropic, que impactou o mundo corporativo por sua eficiência em expor vulnerabilidades e riscos cibernéticos.

Amodei disse que as empresas devem buscar corrigir algumas das falhas expostas pelo modelo nos próximos seis a 12 meses, antes que os grandes modelos de linguagem chineses consigam alcançar as capacidades do Mythos.

“Se lidarmos com isso da forma certa, poderemos estar em uma posição melhor do que quando começamos, porque corrigimos todos esses bugs”, disse Amodei, acrescentando que as empresas poderão reescrever códigos mais seguros graças aos novos modelos.

Dimon afirmou que os grandes bancos americanos formaram equipes de trabalho para triar falhas cruciais expostas pelo Mythos. Isso, acrescentou, seria algo que todas as indústrias precisariam fazer, já que a velocidade necessária para corrigir problemas aumentou enormemente.

“Antigamente, você lançava uma correção. As pessoas tinham uma ou duas semanas para aplicá-la”, disse Dimon. “E agora você diz que tem que ser, tipo, minutos.”

Fink, por sua vez, destacou que o boom da IA resultará em todas as indústrias testemunhando uma “economia em K”, termo usado para se referir a uma divergência nos destinos dos negócios.

“Você vai ter um, dois ou três vencedores… em cada indústria, e muitas empresas menores serão forçadas a se fundir ou fazer algo.”

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