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Irmão do prefeito de Cuiabá cobra na Justiça ex-secretário de Silval

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O prefeito de Cuiabá e candidato à reeleição, Emanuel Pinheiro (MDB), pela primeira vez, contou detalhes da história por trás do vídeo em que aparece recebendo maços de dinheiro do ex-chefe de Gabinete de Silval Barbosa (sem partido) . Em coletiva de imprensa virtual  realizada na tarde de quarta-feira (23), Emanuel afirmou  que o dinheiro que deixou cair do bolso do paletó seria o pagamento de uma divida que Silval tinha com o irmão, Marco Pólo Pinheiro, o Popó.

A dívida seria referente a pesquisas eleitorais realizada pelo Instituto Mark, de propriedade de Popó. “Eu era a pessoa errada no local errado. Fui ali receber uma dívida que o Silval tinha com meu irmão. Inclusive, pagou parte dessa dívida com cheques sem fundos e hoje o Popó move uma ação de execução contra o Sílvio”, contou.

O gestor ainda falou que o processo será a oportunidade perfeita para “provar que é inocente”. “Agora também posso falar, porque foi retirado o sigilo. A imagem é muito forte, peço desculpas à população, mas está totalmente fora de contexto e vou provar que não estou envolvido nesse mar de lama que querem me colocar”. “A partir do momento que no relatório a Polícia Federal confirma incontroverso, agora ficou a minha palavra contra a palavra do delator, que é um réu confesso. Ele vai ter que provar que este recurso era mensalinho ou qualquer outro tipo de recurso ilícito. Vou provar que não era e tenho provas materiais, testemunhais. Vou provar que era parte de uma dívida do governador com o meu irmão e que eles estavam a vista de sair a vias de fato em virtude do não pagamento há meses para meu irmão naquele período”, afirmou.

As declarações foram feitas após Emanuel ser questionado sobre denúncia acatada pelo juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider, que o tornou réu na ação que investiga o suposto recebimento de propina por parte do ex-governador Silval Barbosa. A ação tem como base o vídeo entregue por Silval em sua delação premiada, em que uma série de deputados estaduais da legislatura 2011-2015 aparecem recebendo dinheiro das mãos do ex-chefe de gabinete do ex-governador, Sílvio César Correa Araújo.

Na decisão, o magistrado citou trecho da denúncia, que aponta que o ex-governador acertou o pagamento de R$ 600 mil a cada deputado à época para “garantir a governabilidade” na Assembleia Legislativa. O pagamento era realizado em parcelas de R$ 50 mil mensais. “Dirigiu-se até ao gabinete de Sílvio Cezar Corrêa Araújo, localizado na governadoria do Estado de Mato Grosso, ocasião na qual recebeu, a título de propina, a quantia de R$ 50 mil reais”, diz a denúncia sobre o prefeito. No vídeo, o então deputado Emanuel Pinheiro aparece colocando maços de dinheiro no paletó de seu terno.

Outros 9 ex-deputados estaduais, que participaram da legislatura 2011 – 2015 -, também se tornaram réus por decisão de Schneider. São eles: José Joaquim de Souza Filho (Baiano Filho), Luiz Marinho de Souza Botelho, Luciane Bezerra, Alexandre César, Gilmar Fabris, Carlos Antonio de Azambuja, Ezequiel Fonseca, Airton Rondina Luiz (Airton Português) e José Domingos Fraga. Silval Barbosa e Sílvio Correa, delatores do esquema, também se tornaram réus.

 

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