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Juiz concede visita médica para agente no município da última vítima

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O juiz Jeverson Luiz Quinteiro, da 2º Vara Criminal de Violência Doméstica, concedeu permissão para o agente penitenciário Edson Batista Alves, 35, realizar uma consulta médica em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), na última terça-feira (3). A última vítima de Edson mora no município.

A decisão foi assinada na quarta-feira (4). Conforme o texto, o juiz deferiu pelo descolamento do réu a Rondonópolis, com concordância do Ministério Público. Após a consulta médica, o agente penitenciário deve apresentar o comprovante da visita.

No entanto, a última vítima de Edson também reside no município. Ele foi preso acusado de espancar a vítima junto com seu filho, de 6 anos, além de mantê-los em cárcere privado. O agente também é denunciado por agredir outras 6 mulheres.

A mulher, que não será identificada para preservar a sua segurança, novamente voltou a sentir medo, com a iminência de ser procurada pelo acusado em Rondonópolis. “Eu não quero nem me pronunciar agora, ele está na mesma cidade que eu. Fico com medo”, disse.

Ela ainda relata que a família de Edson é de Pedra Preta, município próximo a 25 km de Rondonópolis. Além dos pais morarem em uma chácara em Pedra Petra, distante do centro da cidade. Ele também tem uma filha e está passando alguns dias com a família.

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Eles se conheceram justamente porque Edson visitava Pedra Preta com frequência. Na decisão do magistrado, não há informações sobre quando ele deverá sair de Rondonópolis.

“A permissão foi só para terça-feira, mas ninguém me orientou nessa ocasião”, conta a vítima.

A mulher buscou o botão do pânico no dia 11 de fevereiro. No entanto, mesmo assim, a insegurança ainda toma conta dela.

“Não me sinto segura, porque sei que não garante a minha vida. A família de todo mundo está apavorada e indignada, porque ele colocou em risco não só eu, como todas nós que somos vítimas”, disse, na época.

Última agressão

Ao contrário do que foi noticiado anteriormente, a mulher não passou a morar com o agressor e não se mudou de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá). Eles tinham um relacionamento de 3 meses e se conheceram porque ele visitava Pedra Preta (216 km ao Sul) com frequência, já que estava “desempregado” depois da última sentença.

Ela veio passar um fim de semana em Cuiabá com o servidor, até que ele começou a mantê-la em cárcere privado. “Quis me obrigar a morar lá, que eu largasse o emprego. Não queria me deixar ir embora de jeito nenhum”, disse a mulher.

Violência sem fim

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Na madrugada do dia 20, ela contou que o agressor passou a se comportar de maneira machista e homofóbica com o seu filho, o chamando de “veado” e que ele seria uma pessoa “imprestável”. Quando ela estava em outro cômodo da casa, ouviu o choro do menino e percebeu que ele estava sendo agredido.

Diante das agressões, ele ficou ferido no olho direito. O agressor tentou “limpar” o olho do garoto com água quente, que escorreu pelo corpo da vítima, causando uma queimadura na barriga. Ao tirar satisfação do fato, ouviu que ele cumpriria a promessa de mata-los. Segundo a mulher, ele dizia várias vezes que atiraria na cabeça dela.

Prisão

Na noite de quarta, durante um jantar na casa de uma amiga do suspeito, ela conseguiu chamar um carro de aplicativo e se deslocou até a Base Comunitária da Polícia Militar no bairro Araés, onde fez a denúncia. Mãe e filho foram levados para a Central de Flagrantes, onde o caso foi registrado.

Durante o registro da ocorrência, o suspeito passou na porta da delegacia em um veículo e acabou sendo identificado pelos policiais. Ele foi abordado e recebeu voz de prisão. Diante do flagrante, deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (21), no Fórum de Cuiabá).

 

Fonte: Gazeta Digital

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