POLÍTICA MT

Juiz vê “gastos inócuos” com câmeras em fardas de policiais de MT

Publicados

em

O juiz Marcos Faleiros da Silva usou suas redes sociais para criticar o Projeto de Lei 619/2021, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que prevê a instalação de câmeras nos veículos, aeronaves, uniformes e capacetes dos integrantes dos órgãos de Segurança Pública do Estado. O magistrado apontou que é preciso apoiar políticas de combate à tortura e a proposta é um gasto inócuo de dinheiro público.

O parlamentar justifica que o equipamento ajuda a ‘resguardar o policial e comprovar a correta abordagem, preservando a ação e as provas nelas colhidas’. Wilson Santos alega que o equipamento reduziu os níveis de violência nos estados onde a prática foi implementada. Faleiros, no entanto, aponta que as câmeras possam servir de álibi para policiais ruins.

“Defender câmeras em fardas de forma isolada, sem apoiar as políticas de combate à tortura, como a criação do Comitê Estadual de Prevenção à Tortura, Mecanismo Estadual de Prevenção à Tortura, cumprimento dos tratados internacionais no que se refere às investigações de tortura, instalação de câmeras em logradouros públicos “zona quente”, etc., além de gasto inócuo de dinheiro público, pode vir a servir de álibi para maus policiais”, afirmou o juiz.

Leia Também:  Comissária de voo é indenizada por gastos com maquiagem

Em sua postagem no Instagram, o magistrado desabafou ainda afirmando que não vê a mesma mobilização quando o assunto é prevenção à tortura. Em resposta a um seguidor, que afirmou que acha a instalação das câmeras uma medida positiva para a sociedade, Faleiros rebateu fazendo um comparativo entre veículos populares e esportivos.

“Câmera em farda é tipo tentar colocar um motor de Ferrari num Fiat Uno 99. Além de não servir de nada e gastar uma fortuna, o carro não vai andar”, disse.

Fonte: Folha Max

POLICIA

POLÍTICA MT

PICANTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA