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Mais de 90% das escolas do mundo fecharam durante a pandemia

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Escolas de 188 países fecharam as portas há mais de um mês


Mais de 90% dos estudantes matriculados no mundo estão sem aula por causa da pandemia do coronavírus – e isso aconteceu em apenas algumas semanas, segundo a UNESCO, agência pertencente à Organização das Nações Unidas (ONU).

Ao todo, escolas de 188 países fecharam suas portas no dia 4 de março, afetando 91,3% dos estudantes, desde o ensino fundamental até a universidade. O número total de estudantes impactados foi de 1.576.021.818 .

Em 16 de fevereiro, apenas 0,1% dos estudantes do mundo foram afetados, totalizando pouco mais de 1 milhão, sendo a China o único país que fechou todas as unidades de ensino. À medida que o novo coronavírus se espalhava de país para país, continente para continente, os governos rapidamente começaram a agir, ordenando o fechamento de escolas em todo o país e a maioria dos outros aspectos da vida pública.

Meninas serão as mais impactadas

Segundo o levantamento, as meninas sofrerão mais com o fechamento de escolas em todo o mundo. Stefania Giannini, diretora geral assistente de educação da UNESCO, e Anne-Birgitte Albrectsen, diretora executiva da Plan International, uma organização humanitária e de desenvolvimento, escreveram que, dos estudantes fora da escola, mais de 111 milhões deles são meninas que vivem nos países menos populosos do mundo, “onde a educação já é uma luta” para eles.

Giannini e Albrectsen continuaram:

“São contextos de extrema pobreza, vulnerabilidade econômica e crise nas quais as disparidades de gênero na educação são mais altas. No Mali, Níger e Sudão do Sul – três países com algumas das taxas mais baixas de matrícula e conclusão para meninas – o fechamento forçou mais de 4 milhões de meninas a saírem da escola”.

“Para as meninas que vivem em campos de refugiados ou que são deslocadas internamente, o fechamento das escolas será mais devastador, pois elas já estão em desvantagem. As meninas refugiadas no ensino médio têm apenas metade da probabilidade de se matricular do que seus colegas do sexo masculino”.

Por fim, as pesquisadores acrescentaram: “enquanto muitas meninas continuarão com seus estudos assim que os portões da escola reabrirem, outras nunca voltarão. As respostas à educação devem priorizar as necessidades das meninas adolescentes com o risco de reverter 20 anos de ganhos obtidos na educação das meninas. “

Fonte: IG Mundo

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MUNDO

Apesar de proibição, milhares vão às ruas de Hong Kong lembrar de massacre na China

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Ativistas participam de vigília com luzes de velas no Victoria Park, em Hong Kong, para lembrar do massacre da Praça da Paz Celestial de 1989| Foto: ISAAC LAWRENCE / AFP

Milhares de pessoas desafiaram uma proibição da polícia de Hong Kong e se reuniram em atos em memória das vítimas do massacre da Praça da Paz Celestial, no aniversário dos eventos ocorridos em Pequim em 4 de junho de 1989.

Pela primeira vez em 31 anos, a polícia de Hong Kong proibiu a realização da vigília feita anualmente em um parque da cidade, sob a justificativa de riscos pela pandemia do novo coronavírus. A proibição, no entanto, veio em meio a uma escalada de tensões entre Hong Kong e Pequim, que impôs uma legislação de segurança nacional ao território semi-autônomo, e foi considerada uma medida política.

Mesmo assim, milhares de pessoas ignoraram as barreiras e placas colocadas pela polícia e ocuparam o Parque Victoria para realizar uma vigília com luzes de velas. Muitos gritaram palavras de ordem comumente ouvidas nos protestos contra o governo pró-Pequim realizados desde o ano passado, como “Independência de Hong Kong” e “Democracia já”.

Na China continental, eventos que relembram a repressão de Pequim aos protestos pró-democracia de 1989 são proibidos.

Há relatos na imprensa internacional de confrontos entre manifestantes e a polícia de Hong Kong, que usou gás de pimenta para dispersar a multidão, e de prisões. Autoridades locais informaram pelo Twitter sobre a detenção de várias pessoas que bloqueavam ruas em um distrito comercial da cidade.

Também nesta quinta-feira, o Parlamento de Hong Kong aprovou uma lei que criminaliza o desrespeito ao hino da China. Com a aprovação, atitudes consideradas insultos ao hino chinês poderão ser punidas com multas e pena de até três anos de prisão.

A lei foi aprovada por 41 votos a 1. Segundo o jornal The Guardian, os parlamentares que participaram da votação foram os da ala pró-Pequim, já que os deputados pró-democracia – que são maioria na Câmara – participaram em um protesto de último minuto que os impediu de votar.

A sessão chegou a ser suspensa por quatro horas depois que parlamentares pró-democracia protestaram e jogaram um líquido malcheiroso no chão do Parlamento. “Um Estado assassino fede para sempre”, disse o deputado Eddie Chu após o protesto.

A lei usa definições vagas para o que será considerado insulto ao hino chinês e proíbe a alteração de sua letra e melodia. A legislação também estipula que o hino, conhecido como “Marcha dos Voluntários”, deve ser incluído nas escolas.

Em 4 de junho de 1989, o exército chinês usou tanques para conter manifestações lideradas por estudantes que pediam por democracia na Praça da Paz Celestial em Pequim. O governo chinês via os protestos como uma ameaça ao domínio do Partido Comunista. Segundo estimativas, centenas ou até milhares de pessoas morreram na repressão, além de várias outras feridas e detidas.

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