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Mandetta diz que vai continuar trabalhando e só sai da Saúde se Bolsonaro quiser

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o presidente da República, Jair Bolsonaro.| Foto: Carolina Antunes/PR

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25) que não pretende sair do ministério, um dia após o presidente Jair Bolsonaro desaprovar a política de isolamento social conduzida pelo ministro com apoio de governadores e prefeitos. Ele se antecipou a eventuais perguntas e disse estar focado nas ações de enfrentamento ao novo coronavírus.

“Hoje especularam: ‘O ministro vai sair, o ministro não vai sair…’ Eu vou deixar muito claro: eu só saio daqui quando acharem que eu não devo mais trabalhar – quando o presidente achar, porque foi ele que me nomeou -, ou se eu estiver doente, ou no momento em que eu achar que esse período de turbulência tiver passado e eu possa não ser mais útil”, disse. “Agora eu vou trabalhar ao máximo. A equipe está todinha focada, nós vamos trabalhar com critério técnico sempre”, acrescentou o ministro.

As declarações ocorrem depois do polêmico pronunciamento para a TV, na terça-feira (24), em que o presidente Jair Bolsonaro contrariou as opiniões de Mandetta e afirmou que o isolamento social não é uma boa estratégia diante da disseminação do coronavírus. Nesta quarta pela manhã, ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que iria conversar com Mandetta para rever a orientação do Ministério da Saúde sobre o confinamento preventivo da população.

O presidente da República defende que apenas idosos e portadores de doenças crônicas fiquem isolados em suas casas para evitar o contágio. Bolsonaro teme os efeitos econômicos da paralisia forçada em escolas, empresas e postos de trabalho causada pela covid-19.

Apesar disso, Mandetta já havia dito a interlocutores que não aceitaria o isolamento vertical proposto por Bolsonaro. O ministro reforçou que pretende manter o isolamento social generalizado, como está ocorrendo no momento, a fim de evitar a propagação do coronavírus.

Baixa no ministério

Em meio à crise provocada pelo novo coronavírus, o núcleo duro do Ministério da Saúde sofreu uma baixa por divergências internas. O médico Júlio Croda, que ocupava o cargo de diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis, está de férias até o dia 4 de abril, mas depois não voltará mais à mesma função.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a ideia é que Croda atue como consultor da pasta na área de análise de dados, por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Universidade Federal de Minas Gerais. Assim, ele terá mais liberdade para atuar.

Há alguns dias, Croda afirmou que, no Brasil, o novo coronavírus tem se comportado de forma semelhante ao que ocorre na Itália, um dos países mais atingidos pela pandemia depois da China.

“Não temos como prever exatamente o pico da epidemia, porque pode ser que as medidas adotadas tenham algum impacto. O que a gente está observando é que o vírus está se comportando de forma similar à Itália, Espanha e Reino Unido, com o mesmo padrão no número de casos”, disse no início da semana passada.

Croda atua em medidas relacionadas ao novo coronavírus desde a Operação Regresso, que repatriou brasileiros que moravam em Wuhan, epicentro do novo coronavírus.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que a direção do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis está em fase de transição. De acordo com a pasta, Croda deixaria a função no início do ano, mas “alongou sua permanência na gestão a pedido do Ministério da Saúde, para o enfrentamento da Covid-19”.

“Inicialmente estava previsto para deixar a direção no início do ano. Com as primeiras medidas tomadas, seguirá o plano de auxiliar o Ministério da Saúde na coordenação do comitê de especialistas que assessoram a pasta para o enfrentamento da Covid-19”, diz o texto. “(Croda) Estará de férias até o dia 4 de abril, retornando para sua nova função de coordenador de especialistas no dia 5 de abril, junto a Fiocruz e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)”, conclui a nota.


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BNDES lança linha de crédito de R$ 2 bilhões para equipar hospitais contra Covid-19

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Fachada da sede do BNDES.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou neste domingo (29) um novo pacote para o combate aos efeitos da pandemia do coronavírus. As medidas são voltadas à ajuda para compra de materiais para UTIs e ampliação do número de leitos. Indústrias de outros setores que queiram converter sua linha de produção para a fabricação de equipamentos médicos e hospitalares também poderão solicitar o dinheiro do banco.

A nova linha de financiamento vai ofertar R$ 2 bilhões para a ampliação do número de leitos emergenciais, assim como para a aquisição de materiais e equipamentos médicos e hospitalares.

Empresas de outros setores que buscam converter suas produções em equipamentos e insumos para saúde serão contempladas.

O BNDES informou que o programa buscará apoiar a ampliação do número de leitos de UTI, especialmente em regiões que apresentam níveis elevados de carência em infraestrutura.

A estimativa do BNDES é de que a quantidade de leitos de UTI seja ampliada em 3 mil, o equivalente a mais de 10% da disponibilidade atual de leitos do SUS no país. O banco também espera ampliar a quantidade de respiradores pulmonares em 15 mil, o correspondente a 50% da demanda total do SUS prevista para os próximos três meses.

O BNDES estima que o número de monitores aumentarão em 5 mil e que o número de máscaras cirúrgicas deverá aumentar em 88 milhões com a nova linha de financiamento.

Banco já colocou R$ 97 bi à disposição para enfrentar o coronavírus

Com as novas medidas, o BNDES já colocou à disposição linhas de crédito de R$ 97 bilhões para enfrentar a pandemia do coronavírus e seus efeitos na economia. Na semana passada, R$ 55 bilhões foram aprovados, sendo R$ 20 bilhões de transferência de recursos do fundo PIS/PASEP para o FGTS, R$ 19 bilhões para suspensão de pagamentos de operações diretas, R$ 11 bilhões para suspensão de pagamentos de operações indiretas e R$ 5 bilhões para reforço da linha BNDES Crédito Pequenas Empresas.

Ainda na semana passada, o BNDES lançou uma linha emergencial de crédito para folha de pagamento de pequenas e médias empresas, num total de R$ 40 bilhões, que poderá ser acessada por empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões, exclusivamente para o pagamento da folha de salários de funcionários, por meio de bancos credenciados. O banco explicou que os recursos serão depositados para pagamento dos trabalhadores e estão limitados a dois salários mínimos (até R$ 2.090,00), permanecendo o restante, se houver, a cargo do caixa da empresa. O pagamento do empréstimo será feito pela empresa que contratar o crédito junto aos bancos.

Para esse programa, destinado às micro, pequenas e médias empresas, haverá aporte de R$ 34 bilhões do Tesouro Nacional e de R$ 6 bilhões de recursos dos bancos. Assim, 85% do risco de crédito será do governo e os 15% restantes, dos bancos.

Fintechs serão operadoras do BNDES a partir de maio

O BNDES também informou neste domingo que o Conselho Monetário Nacional (CMN) concedeu uma autorização exclusiva ao banco para repassar recursos às fintechs autorizadas como Sociedade de Crédito Direto (SCDs). Com isso, a partir de maio, as fintechs cadastradas na plataforma online de solicitação de crédito do BNDES, o Canal MPME, poderão passar a operar com recursos do banco de fomento.

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