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Mauro ironiza derrotas de Emanuel sobre VLT e quer fim do “blá-blá-blá”

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O governador Mauro Mendes (DEM) ironizou a “guerra jurídica” que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) vem travando contra o Governo do Estado para tentar barrar a troca do Veículo Leve Sobre Trilhos Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Durante entrevista à Rádio CBN Cuiabá (95.9 FM) nesta quarta-feira (13), o chefe do Executivo disparou que a prefeitura sequer tem argumentos para apresentar à Justiça. “O prefeito disse que vai fazer uma guerra jurídica para tentar impedir a troca do VLT, mas pelo que eu estou vendo até agora só está perdendo nas liminares que protocolou na justiça. Está faltando argumentos bons para apresentar e convencer o juiz”, disparou.

As declarações ocorrem diante do embate jurídico travado entre o Estado e a prefeitura, que tenta impedir que o Executivo promova a troca do modal. Em dezembro, Mendes anunciou que substituiria o VLT para o ônibus de Trânsito Rápido (BRT) pelo valor de R$ 430 milhões.

Ao anunciar a desistência do VLT, que consumiu mais de R$ 1 bilhão e está com as obras paralisadas desde o final de 2014, o Governo de Mato Grosso garantiu que a decisão foi embasada em estudos e relatórios técnicos. Na ocasião, Mendes também anunciou que o Estado, através da Procuradoria Geral, ingressou com uma ação na Justiça pedindo ressarcimento e indenização no valor de R$ 830 milhões, contra o Consórcio VLT e as cinco empresas que o compõem: CR Almeida, CAF Brasil, Santa Bárbara Construções, Magna Engenharia e Astep Engenharia.

O prefeito, por sua vez, afirma que ele e a população cuiabana não foram consultados por Mendes e por isso ingressou com duas ações, uma no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e outra no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para tentar impedir a troca do modal. No STJ, a primeira liminar foi negada no dia 2 de janeiro.

O município chegou a recorrer, mas novamente teve parecer desfavorável da justiça. Nesta segunda-feira (13), em entrevista a mesma rádio, Emanuel declarou que “não engoliu” a decisão do governo estadual e garantiu que não aceita que o assunto seja empurrado “goela abaixo” da prefeitura e dos cuiabanos.

O comandante do Palácio Paiguaiás seguiu afirmando que “quem defende o VLT, defende a corrupção”. “Todo mundo sabe a roubalheira que foi isso aqui, fraudaram o relatório e é uma história que todos já sabem. Defender a continuidade do VLT é defender a corrupção. Não dá para ficar dando moral para meia dúzia que são contra. Vivemos numa democracia. Eu tenho certeza que a maioria da população gostaria de uma solução que fosse eficiente para o que estava aqui”, complementou.

Por fim, Mendes ainda desafia que o gestor municipal apresente argumentos técnicos para manter o VLT. “Se ele [Emanuel Pinheiro] não está satisfeito, eu quero que ele me apresente quais são os argumentos técnicos para manter o VLT. Não adianta ficar de conversa fiada e com blá, blá, bla”, concluiu. Com informações Folha Max.

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