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Mauro reclama de “ingratidão” de Fávaro e conta 14 buscas no Alencastro

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A aliança entre o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o senador Carlos Fávaro (PSD) está oficialmente rompida. O motivo, porém, não é sua saída da base governista para apoiar a candidatura de Neri Geller (PP) ao Senado, mas uma publicação no Instagram de Fávaro, na qual o senador declara apoio à Márcia Pinheiro (PV), que enfrentará Mauro nas urnas.

As declarações foram feitas em entrevista ao Programa Resumo do Dia nesta noite de quinta-feira, 4. “Me mostraram agora há pouco no Instagram do senador Carlos Fávaro. Ele está declarando apoio a Márcia Pinheiro. Ele que escolheu isso. O Fávaro eu fico realmente chateado e fico triste. Ajudei muito e, na primeira oportunidade, ele vai apoiar o outro lado. Eu não vou entrar muito nesse mérito, mas, no mínimo, é uma grande ingratidão”, disse em entrevista ao programa Resumo do Dia (TV Brasil Oeste).

E continuou. “Quando você ajuda muito uma pessoa, o mínimo que você espera é que essa pessoa seja grata a você. Você ajuda um filho, quando você estiver velhinho, você espera que esse filho vá te ajudar. A ingratidão é algo que machuca e dói”, pontuou.

Mauro afirmou que não se sente traído pelo deputado federal Neri Geller (PP) já que não tinha muito compromisso com ele, além de o pepista estar em busca de um projeto diferente, de se eleger ao Senado. Uma das principais ajudas de Mauro à carreira política de Fávaro se refere ao próprio cargo pessedista.

Antes de ser eleito senador, em 2020, Fávaro assumiu interinamente a cadeira deixada por Selma Arruda, que foi cassada juntamente com sua chapa por caixa dois e abuso de poder econômico. Por se tratar de uma situação inédita no país, não havia previsão na legislação sobre o que fazer em casos assim.

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O caso foi parar no Judiciário e Mauro Mendes, na função de governador, pediu para que Fávaro – que havia ficado em terceiro lugar nas eleições de 2018 – assumisse a cadeira de Selma até a realização de uma eleição suplementar, pois Mato Grosso ficaria desfalcado, como único Estado brasileiros a ter apenas dois representantes no Senado.

POLÍCIA NA PORTA

Momentos antes de fazer comentários sobre Carlos Fávaro, Mendes provocou seu rival Emanuel Pinheiro (MDB), que é marido de Márcia, sua adversária nas urnas nas eleições deste ano. Mauro comentou que a gestão de Emanuel, que se iniciou em janeiro de 2017, já foi alvo de várias operações policiais, que investigam supostos esquemas de corrupção.

Este deverá ser um dos principais argumentos de Mauro durante a campanha eleitoral para atingir sua principal adversária. Ele contou que a gestão de Pinheiro sofreu 14 buscas e apreensões por parte das polícias Civil e Federal.

PALANQUE ABERTO OU FECHADO

Faltando pouco mais de 24 horas para o término do prazo para realização das convenções partidárias, o governador Mauro Mendes se reúne com sua cúpula ainda nesta noite de quinta. O grupo, que deverá contar apenas com a participação das principais lideranças da base governista, fechará questão em torno do palanque do governador em relação à candidatura ao Senado.

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“Vou sair daqui e ter uma reunião para tomar essa decisão. Convidei algumas pessoas para ter essa conversa. Então, até agora, o palanque está aberto. Coligar [com Wellington Fagundes] é uma das possibilidades”, disse. Essa coligação com o atual senador foi confirmada nesta tarde pelo vice-presidente do União Brasil, o ex-senador Cidinho Santos.

Ele afirmou em entrevista à Rádio Capital que o partido já havia definido essa questão. Já em relação à Natasha, Mauro afirmou que não procede a informação de que ela desistiria de sua candidatura para ingressar como primeiro suplente de Geller.

O governador afirmou que conversou com ela hoje mesmo e sua candidatura estava mantida. Mendes também pontuou que, antes da entrevista, estava reunido com o presidente estadual do PSB, o deputado estadual Max Russi, e que a aliança continuava mantida.

Fonte: Folha Max

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