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Miss MT diz ter sido perseguida e molestada por homem em moto

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Crime ocorreu em Rondonópolis, nesse domingo (26)

A miss Mato Grosso Ingrid Santin foi perseguida e assediada sexualmente por um homem em uma moto no domingo (26), em Rondonópolis (220km de Cuiabá).

A miss gravou um vídeo em seu perfil no Instagram relatando todo o crime.

Ela contou que estava de moto a caminho da casa da irmã, por volta das 15h30, quando percebeu que estava sendo seguida por outra motocicleta.

Ingrid disse que tentou ultrapassar uma caminhonete que estava na sua frente para tentar se livrar do suspeito ou inibir possíveis ações.

“Percebi que uma caminhonete estava na minha frente e o pensamento foi: ‘Vou alcançar essa caminhonete, ultrapassado e ele fica para trás ou ultrapasso para poder andar na frente e as pessoas que estão a caminhonete vão estar me vendo então isso vai impedir algo de acontecer’”, relatou.

Contudo, a miss disse que não conseguiu alcançar o veículo e, em questão de segundos, o homem já estava do seu lado. O suspeito, então, colocou a mão entre as pernas da jovem e pegou nas partes íntimas.

“Ele conseguiu se aproximar e ficar bem do meu lado e colocou a mão entre as minhas pernas, nas minhas partes íntimas, e apalpou”, descreveu.

Ela não consegue conter as lágrimas e chora ao relembrar o assédio.

Imediatamente, a miss começa a gritar e buzinar desesperadamente. Na tentativa de se livrar do suspeito, ela puxa a moto para o lado oposto e quase cai.

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“A minha reação foi puxar a moto para o outro lado, quase cai. Puxei a moto e comecei a gritar e a buzinar incansavelmente. Não tinha ninguém na rua. Ele continuou acelerando e virou na rua seguinte. Eu estava muito desesperada, com muito medo e continuei acelerando até a casa da minha irmã. Ela me acolheu”.

Ainda no seu Instagram, a jovem mostra imagens de câmeras de segurança onde aparece o suspeito a perseguindo pelas ruas.

Descaso na Delegacia

Ingrid ainda contou que se sentiu ainda mais humilhada e saiu com sentimento de descaso ao tentar registrar o boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher nesta segunda-feira (27).

“Hoje fui fazer o boletim de ocorrência, fui até a Delegacia da Mulher e me senti extremamente humilhada. Hoje percebi porque tantas mulheres talvez não denunciam ou quando denunciam mesmo assim acontece algo depois. Infelizmente, percebi um sistema que não é efetivo”, afirmou.

A miss disse que foi atendida por uma policial, que colheu seu depoimento. Em determinado momento, a mulher questionou se Ingrid tinha anotado a placa da moto do suspeito.

A jovem disse que não pensou nisso quando estava sendo molestada, mas se lembra de características do veículo e do suspeito.

No entanto, a policial disse que sem essa informação, não poderia registrar o B.O., pois não conseguiria encontrar o suspeito.

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“Ela me disse que não poderia realizar o boletim de ocorrência sem a placa da moto porque não faria sentido, não teria como identificar o suspeito”.

Chorando, Ingrid relatou ainda que sente medo de andar na rua e pensa nas mulheres que não tiveram tanta sorte como ela.

“Me pego pensando nas mulheres que não tiveram a mesma sorte que eu de não ter acontecido nada além disso, as mulheres que não conseguiram fugir, que não conseguiram ter a mesma sorte. Até quando vamos viver com medo? Até quando vamos temer por andar na rua? Eu só temo”, finalizou a Miss.

Outro lado

A Polícia Civil admitiu que foi questionado se a vítima tinha informações sobre a placa da moto que a perseguiu, mas informou que o B.O. foi registrado mesmo assim.

A intituição explicou que os policiais são obrigados a colher o máximo de informações possíveis para identificar o suspeito.

Em nota, a Polícia ainda afirmou que a delegada responsável pelo caso já determinou diligências para identificar o homem.

A corporação ainda reforçou que será inestigado internamente se houve algum tipo de falta disciplinar por parte de algum servidor da Polícia Civil durante o atendimento à miss.

fonte: Midianews

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