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Morre Lyle Mays, tecladista vencedor de 11 prêmios Grammy com Pat Metheny Group

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Por: Daniel Seabra

Causa da morte não foi divulgada; guitarrista postou mensagem em homenagem ao amigo

Morreu, aos 66 anos, na noite desta segunda-feira, o tecladista Lyle Mays, em Los Angeles. Ele tocou por muitos anos no Pat Metheny Group, banda do guitarrista Pat Metheny, com quem ganhou 11 prêmios Grammy Awards. A causa da morte não foi revelada. O músico ainda foi parceiro do percussionista brasileiro Naná Vasconcelos.
Mays nasceu na cidade de Wausaukee, no estado norte-americano de Wisconsin, em 27 de novembro de 1953. Metheny postou, em seu site, uma mensagem em homenagem ao ex-companheiro. “É com muita tristeza que temos que relatar a morte de nosso amigo e irmão, Lyle Mays (1953-2020). Ele faleceu hoje em Los Angeles,
depois de uma longa batalha contra uma doença recorrente, cercada por entes queridos”, disse.
“Lyle foi um dos melhores músicos que eu já conheci”, seguiu Metheny. “Ao longo de mais de 30 anos, todos os momentos que compartilhamos na música foram especiais. Desde as primeiras notas que tocamos juntos, tivemos um vínculo imediato. Sua ampla inteligência e sabedoria musical deixavam claro, em todos os aspectos, de quem ele era. Sentirei sua falta com todo o meu coração”, lamentou.
Lyle Mays tinha descendência musical. Seus pais tocavam piano e violão, e ele tocou órgão quando jovem. Ele entrou para a banda de Pat Metheny ainda na década de 1970. Se tornou cantor, compositor e arranjador. Inovou na música, fundindo rock e jazz contemporâneo, além de world music.
Um dos maiores sucessos do Pat Metheny Group, a música This Is Not America, foi gravada e composta em uma parceria entre Pat, Mays e David Bowie, e lançada em fevereiro de 1985, na trilha sonora do filme The Falcon and the Snowman (A Traição do Falcão). Os dois primeiros compuseram toda a trilha filme.
Além de tocar com Pat Metheny, Lyle também participou da gravação de discos de artistas como Earth, Wind & Fire e Joni Mitchell, entre outros.

CLUBE DA ESQUINA

Lyle Mays esteve em Belo Horizonte algumas vezes, tocando com Pat Metheny. Os dois sempre se declararam fãs do Clube da Esquina. Em uma dessas vindas, inclusive, ainda nos anos 80, os dois quiseram conhecer a “sede” do clube.
O fato é descrito no livro “Os Sonhos Não Envelhecem – Histórias do Clube da Esquina”, de Márcio Borges. “Quando o guitarrista americano quis conhecer a sede do famoso ‘Clube’. Mesmo com a explicação de que o clube, enquanto espaço físico de fato não existia, o guitarrista não acreditou e só sossegou quando foi levado até a famosa esquina. O mesmo fato se deu com o tecladista Lyle Mays, que ficou um tanto decepcionado ao avistar a ‘sede’ do clube.
Na ocasião, Pat ainda deixou “dívidas” pra trás. Segundo o cantor e compositor Lô Borges, o guitarrista prometeu que gravaríam juntos. “Falou comigo que o ‘Clube da esquina’, de 1972, é um dos discos de cabeceira dele e que o incentivou a tocar e compor. Disse que queria gravar comigo, mas isso nunca aconteceu”, brincou. Já o guitarrista Toninho Horta, que gravou suas músicas ‘Moonstone’ e ‘Prato feito’ (nos discos Moonstone e Toninho Horta, respectivamente) com o norte-americano, teve a promessa de que gravariam um disco inteiro juntos, o que também não saiu do papel.
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