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MP investiga remédios vencidos

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O promotor de Justiça Alexandre Guedes instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades no Centro de Distribuição de Medicamentos de Cuiabá (CDMIC). A investigação tem início após denúncia de vereadores que revelou remédios vencidos no local.

Na portaria, o promotor aponta que a apuração foi iniciada baseada em informações divulgadas na imprensa no final de abril. Guedes cita ainda a alguns dos itens vencidos que foram noticiados, tais como: “amoxicilina, ibuprufeno, ritalina, anestésicos, dipirona, paracetamol, mais uma infinidade e até leite em pó. Centenas de medicamentos, em processo de descarte “.

Com a instauração do inquérito, o promotor questiona a existência dos medicamentos vencidos no CDMIC e também o motivo pelo qual os remédios não foram distribuídos antes de expirar o prazo de validade.

“Para o atendimento da presente requisição, ante da relevância e urgência da situação, fixa-se o prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis, em conformidade com o art. 26, inciso I, alínea “b” da Lei 8.625/93 (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público) e o art. 8º, § 1º da Lei n. 7.347/85”, narra trecho do inquérito.

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O caso

Em vídeos divulgados pelos vereadores Diego Guimarães (Cidadania), Maysa Leão (Cidadania), Tenente-coronel Paccola (Cidadania) e Michelly Alencar (DEM), diversos medicamentos vencidos foram expostos, a exemplo do Ambisome, que custa mais de R$ 20 mil.

Além disso, materiais básicos como algodão e até leite em pó expiraram a validade durante o período em que estiveram no galpão.

“Não é barato. O que mais dói e que nos deixou perplexos é realmente a quantidade. São dois corredores inteiros. Tudo isso vencido e empilhado dessa forma pela Delegacia de Combate à Corrupção depois de verificar lote por lote. Então, não tem nada que não seja vencido”, afirmou Maysa.

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