conecte-se conosco


MUNDO

Navio australiano ancorado no Uruguai tem mais de 80 infectados por coronavírus

Publicados

em


.
Australiano de 75 anos que estava a bordo do navio australiano Greg Mortimer é transportado para ambulância com sintomas de infecção por coronavírus, 3 de abril. Mais de 80 pessoas a bordo do navio, ancorado no Uruguai, tiveram resultado positivo para covid-19| Foto: Martin Silva Rey / AFPTV / AFP

Mais de 80 passageiros de um navio de cruzeiro australiano que está ancorado no Uruguai têm o novo coronavírus, segundo relatos da imprensa do Uruguai e da Austrália.

O navio Greg Mortimer está há mais de uma semana ancorado a 20 km do porto de Montevidéu com 216 pessoas a bordo, incluindo 83 membros da tripulação, a maioria filipinos. A maioria dos passageiros são idosos vindos da Austrália e do Reino Unido.

Uma equipe médica realizou testes nas pessoas que estão no navio e descobriu que 81 tiveram resultado positivo para o novo coronavírus, 45 testaram negativo e outras 90 ainda aguardam resultado, a empresa australiana Aurora Expeditions informou ao Sidney Herald.

Navio de cruzeiro australiano Greg Mortimer e um navio da Marinha do Uruguai, perto do Porto de Montevidéu em 6 de abril

Navio de cruzeiro australiano Greg Mortimer e um navio da Marinha do Uruguai, perto do Porto de Montevidéu em 6 de abril| Pedro UGARTE / AFP

O ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Ernesto Talvi, falou sobre a situação do navio de cruzeiro em coletiva de imprensa nesta segunda-feira. Talvi disse que a suspeita é que “a maioria dos passageiros e tripulantes esteja infectada pelo vírus”.

Talvi informou que, no domingo, 21 médicos e enfermeiros foram ao navio e atenderam todas as pessoas a bordo. Além disso, ele disse que há seis pessoas sendo atendidas em hospitais de Montevidéu, três em terapia intensiva, segundo o jornal uruguaio El País. Os outros infectados são assintomáticos ou apresentam sintomas leves.

O ministro disse ainda que os governos do Uruguai e da Austrália estão conversando para achar uma maneira de transportar as pessoas a bordo do navio em um voo para a Austrália.

+ na Gazeta

Receba nossas notícias

Receba nossas notíciasno celular

As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Siga o Feed RSS

Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

MUNDO

Apesar de proibição, milhares vão às ruas de Hong Kong lembrar de massacre na China

Publicados

em


.
Ativistas participam de vigília com luzes de velas no Victoria Park, em Hong Kong, para lembrar do massacre da Praça da Paz Celestial de 1989| Foto: ISAAC LAWRENCE / AFP

Milhares de pessoas desafiaram uma proibição da polícia de Hong Kong e se reuniram em atos em memória das vítimas do massacre da Praça da Paz Celestial, no aniversário dos eventos ocorridos em Pequim em 4 de junho de 1989.

Pela primeira vez em 31 anos, a polícia de Hong Kong proibiu a realização da vigília feita anualmente em um parque da cidade, sob a justificativa de riscos pela pandemia do novo coronavírus. A proibição, no entanto, veio em meio a uma escalada de tensões entre Hong Kong e Pequim, que impôs uma legislação de segurança nacional ao território semi-autônomo, e foi considerada uma medida política.

Mesmo assim, milhares de pessoas ignoraram as barreiras e placas colocadas pela polícia e ocuparam o Parque Victoria para realizar uma vigília com luzes de velas. Muitos gritaram palavras de ordem comumente ouvidas nos protestos contra o governo pró-Pequim realizados desde o ano passado, como “Independência de Hong Kong” e “Democracia já”.

Na China continental, eventos que relembram a repressão de Pequim aos protestos pró-democracia de 1989 são proibidos.

Há relatos na imprensa internacional de confrontos entre manifestantes e a polícia de Hong Kong, que usou gás de pimenta para dispersar a multidão, e de prisões. Autoridades locais informaram pelo Twitter sobre a detenção de várias pessoas que bloqueavam ruas em um distrito comercial da cidade.

Também nesta quinta-feira, o Parlamento de Hong Kong aprovou uma lei que criminaliza o desrespeito ao hino da China. Com a aprovação, atitudes consideradas insultos ao hino chinês poderão ser punidas com multas e pena de até três anos de prisão.

A lei foi aprovada por 41 votos a 1. Segundo o jornal The Guardian, os parlamentares que participaram da votação foram os da ala pró-Pequim, já que os deputados pró-democracia – que são maioria na Câmara – participaram em um protesto de último minuto que os impediu de votar.

A sessão chegou a ser suspensa por quatro horas depois que parlamentares pró-democracia protestaram e jogaram um líquido malcheiroso no chão do Parlamento. “Um Estado assassino fede para sempre”, disse o deputado Eddie Chu após o protesto.

A lei usa definições vagas para o que será considerado insulto ao hino chinês e proíbe a alteração de sua letra e melodia. A legislação também estipula que o hino, conhecido como “Marcha dos Voluntários”, deve ser incluído nas escolas.

Em 4 de junho de 1989, o exército chinês usou tanques para conter manifestações lideradas por estudantes que pediam por democracia na Praça da Paz Celestial em Pequim. O governo chinês via os protestos como uma ameaça ao domínio do Partido Comunista. Segundo estimativas, centenas ou até milhares de pessoas morreram na repressão, além de várias outras feridas e detidas.

+ na Gazeta

Receba nossas notícias

Receba nossas notíciasno celular

As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Siga o Feed RSS

Continue lendo

POLICIA

POLÍTICA MT

PICANTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA