MANCHETE

Novato na AL tenta emplacar projeto para “obrigações morais” em escolas

Publicados

em

 

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso há pouco mais de um mês, o deputado estadual Gilberto Cattani (PSL) tenta emplacar um debate de discussões morais para que seja aprovado seu projeto de lei nº 284/2021, que visa instituir o “Programa Escola sem Partido” no estado. A discussão levantada pelo parlamentar é proposta em meio à pandemia da covid-19, momento em que a maioria dos estudantes estão afastados das salas de aula.

A propositura do deputado tenta reascender uma discussão que teve palco nos debates nacionais entre 2015 e 2016 e ganhou fôlego com a adesão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A proposta tem como mote a vedação à “manipulação psicológica” de alunos e proibição de supostas propagandas políticas e partidárias dentro das salas de aula.

O projeto se baseia no respeito a 9 princípios, dentre os quais ao da “neutralidade política”, “pluralismo de ideais”, “proteção da criança” e “direito à intimidade”, além do direito dos pais “à educação religiosa e moral dos seus filhos”.

Como justificativa da medida, o deputado cita no projeto que a sociedade testemunhou nos últimos anos ações contra os valores éticos e sociais da família, sobretudo no que diz respeito à “orientação sexuais” e à “ideologia de gênero”.

Ao portal GD, Cattani afirmou que já tomou conhecimento de inúmeras situações nas quais alunos supostamente teriam sido expostos dentro de escolas a discussões relacionadas à neutralidade de gênero. Os apontamentos foram feitos, contudo, sem citar ao menos um único caso em específico, com nome da instituição, data do fato ou detalhes da ocorrência.

“Um exemplo muito prático de que atraves da educação que ataca a família é quando você diz para um menino que tanto faz ele ser menino ou menina. Isso dentro da escola, vai atacar diretamente o conhecimento do menino porque na aula de biologia ele vai aprender que XX é menina e que XY é menino”, disse o deputado.

“Então, isso vai contra a própria biologia. Então, quando você coloca, por exemplo, a linguagem neutra para ensinar a criança que não existe ele ou ela, isso é um ataque à instituição da família tradicional”, reiterou.

O projeto foi assinado pelo deputado na última terça-feira (27) e, seguindo o rito, será apresentado para apreciação da Casa de Leis.

POLICIA

POLÍTICA MT

PICANTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA