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Ordem de Trump para interromper exportação de máscaras contra coronavírus não afeta Brasil, diz 3M

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Máscaras do tipo N95 produzidas pela 3M nos Estados Unidos — Foto: Reuters/Nicholas Pfosi

O Brasil não deverá sofrer consequências pela briga entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a empresa 3M. Trump quer impedir que a empresa exporte máscaras do tipo N95, usadas na proteção contra o coronavírus, ao Canadá e à América Latina.

Segundo a assessoria de imprensa da 3M no Brasil, as máscaras N95 consumidas no país não são importadas dos EUA, mas fabricadas em uma unidade da empresa em Itapetininga.

Todo o consumo brasileiro é abastecido pela fábrica no interior paulista e não depende em nada de importação, não sofrendo portanto nenhuma consequência caso a empresa acate a determinação de Trump, que quer ficar com toda a produção norte-americana.

Sem exportações

Na semana passada, Trump invocou a lei do Ato de Produção de Defesa para obrigar a 3M a produzir e vender máscaras N95 para os Estados Unidos na quantidade que o governo julgar necessárias. A lei, dos anos 1950, permite o direcionamento da produção das empresas privadas e foi criada na época porque os americanos temiam problemas de abastecimento durante a Guerra da Coreia.

Trump pediu ainda que a 3M parasse de exportar o produto para o Canadá e a América Latina.

A companhia respondeu que a medida teria implicações humanitárias significativas e que poderia trazer retaliações de outros países.

Sem se sensibilizar, no sábado o presidente dos EUA voltou a defender a retenção de toda a produção em seu país: “Precisamos das máscaras. Não queremos outros conseguindo máscaras. É por isso que estamos acionando várias vezes o ato de produção de defesa. Você pode até chamar de retaliação porque é isso mesmo. É uma retaliação. Se as empresas não derem o que precisamos para o nosso povo, nós seremos muito duros.”

Em resposta a 3M afirmou que ampliou sua produção e que está fabricando o maior número possível de máscaras N95 nas últimas semanas e meses.

Em um comunicado divulgado no domingo, a empresa disse que “A 3M continuará a maximizar a quantidade de máscaras que podemos produzir para os heroicos profissionais da saúde nos EUA e no mundo, como fizemos desde janeiro, quando a crise global começou”.

Canadá

Nesta segunda-feira (6), em uma coletiva de imprensa, o premiê de Ontário, Doug Ford, disse que três milhões de máscaras que seriam enviadas à província canadense foram interceptadas por agentes dos EUA na fábrica da 3M em Dakota do Sul.

“Sabemos que os EUA não estão permitindo suprimentos na fronteira”, afirmou Ford.

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MUNDO

OMS teme ‘epidemia silenciosa’ se África não priorizar testes da covid

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A África tem sido poupada dos piores efeitos do coronavírus, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) teme que o continente enfrente uma “epidemia silenciosa” a menos que seus líderes priorizem campanhas de exames de detecção, disse um enviado da OMS nesta segunda-feira (25).

“Minha primeira questão para a África, minha primeira preocupação, é que a falta de exames esteja levando a uma epidemia silenciosa na África. Por isso, precisamos continuar a pressionar os líderes para que priorizem os exames”, disse o enviado especial da OMS, Samba Sow, em uma coletiva de imprensa.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a África é a região com menos casos de coronavírus diagnosticados – menos de 1,5% do total global e só 0,1% das mortes.

A diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, disse que alguns países adotaram medidas para conter a doença a um alto custo econômico. Graças a estas medidas, a pandemia está tendo um impacto mais ameno do que alguns modelos haviam previsto até agora, disse Moeti.

Tedros acredita que a experiência do continente com outras epidemias o está ajudando a acelerar sua reação ao coronavírus e a ser poupado do impacto visto em outras partes do mundo até o momento.

Todos os países africanos tinham planos para reagir prontamente, disse ele, embora ainda existam “lacunas e vulnerabilidades”.

Fonte: R7

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