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Pai de Wellaton é acusado de coagir casal para tomar posse de área no São Gonçalo

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Pai do candidato a vice-prefeito de Cuiabá Felipe Wellaton (Cidadadania) é acusado de coagir e tentar enganar casal de moradores de uma chácara na Região do São Gonçalo, na Capital. O caso ganhou repercussão após vídeo com depoimento de Agripino do Amaral, 64 anos, e Maria do Amaral, 65 anos, circular nas redes sociais nesta semana. Em nota, o empresário Dilmar Antonio Barrionuevo Alves disse que é dono da área e que tem decisão judicial que garante sua posse – veja a nota ao final.

Na manhã desta quinta (26), o casal, ao lado do advogado Wander Bernardes, realizou uma coletiva de imprensa para explicar a situação. Relatam que têm contrato de compra e venda da casa em que moram desde 2012, mas que há um tempo Dilmar Antonio Barrionuevo Alves tem aparecido no local ameaçando expulsar Agripino e Maria, já que, segundo o pai do candidato a vice, teria decisão judicial de reintegração de posse do terreno.

 “Pai de Wellaton tem uma área localizada atrás da área do senhor Agripino. Para ter acesso a essa área, precisa passar pela chácara do casal. (Dilmar) começou a fazer coação e ameaça, chegando a apresentar contrato de compra e venda da terra do casal, afirmando que a área era dele e que eles teriam que desocupar”, explicou o advogado.

Segundo Maria, Dilmar chegou a ir na sua chácara na companhia da polícia, ameaçando que, caso não desocupasse o local, “passaria com o trator por cima do neto” do casal. Wellaton, conforme relato da senhora, já esteve no local por algumas vezes, mas nunca falou diretamente com ela ou seu marido.

Após a repercussão do caso, o advogado do casal irá registrar um boletim de ocorrências contra o pai do companheiro de chapa de Abílio Júnior (Podemos). Além disso, garantiu que irá pedir acesso ao processo judicial que teria dado direito a posse da chácara a Dilmar.

“Nós pagamos pela área. Tem oito anos que compramos lá e em todo esse tempo ele fica nos perseguindo. Ele tranca o portão com cadeado e fala que é para gente não passar. Já chegou a dizer que iria quebrar a casa com a gente dentro, caso peitássemos ele”, disse, Maria.

Agripino relata que chegou a ir em uma audiência no Fórum da Capital, mas que a juíza responsável pelo processo teria apenas “olhado para ele”. O senhor afirma que Wellaton é amigo da filha da magistrada. “Nessa época, a oficial de Justiça ia todos os dias lá em casa. Última audiência eu estava doente e não pude comparecer. Remarcaram, mas disseram que eu não precisava ir. Eu paguei R$ 80 mil em dinheiro, uma casa de 8 peças e um carro pelo terreno. Nós estamos acuados”.

Outro lado

O senhor Dilmar Alves informa que a área de três hectares localizada no bairro São Gonçalo Beira Rio, em Cuiabá, foi adquirida em 20 de abril de 1990 pela Transmoviterra Locação de Máquinas Pesadas e Terraplanagem LTDA., empresa que o Sr. Dilmar é sócio.

A empresa Transmoviterra sempre respeitou os limites do imóvel. Jamais houve qualquer espécie de tentativa de invasão ou retirada do Sr. Agripino do imóvel, que ele alega ser proprietário, mas não apresenta a escritura.

O Sr. Agripino tenta desconstruir a realidade fática, já consagrada judicialmente em 2013, conforme sentença do processo número: 24165-54.2013.8811.0041.

Está reconhecido judicialmente, inclusive com trânsito em julgado, que a empresa Transmoviterra sempre foi a proprietária e possuidora legítima do imóvel que adquiriu em 1990, tanto que foi determinada a manutenção de posse do imóvel em favor da empresa e determinado que o Sr. Agripino não invada a área da empresa, limitando-se em exercer sua posse sobre o imóvel que foi adquirido, que é distinto do imóvel da empresa.

Esse tipo de narrativa surge em todas as eleições e mais uma vez, o candidato à reeleição Emanuel Pinheiro distorce a verdade tentando prejudicar à imagem de pessoas que nada tem a ver com o fato em questão.

Com informações RDNews

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