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PC revela que fazendeiro morto tinha dívidas; disputa por terra não é descartada

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A Polícia Civil aguardará os laudos periciais de necropsia e confronto de DNA para confirmar se os restos mortais encontrados carbonizados dentro de uma camionete na tarde de segunda-feira (3) na zona rural de Porto dos Gaúchos (475 quilômetros de Cuiabá) são do casal Valdir Hennig, 45 anos e Tatiane Mendes Hennig, 46, desaparecidos desde o último dia 28 de abril, quando saíram de sua propriedade rural com destino ao município de Itanhangá. Embora os indícios indiquem que se trate do casal, somente após o procedimento padrão é que será confirmado as identidades das vítimas.

Dois parentes de Valdir Hennig, que estavam na região das buscas, encontraram uma trilha marcada por pneus de camionete e seguiram até um ponto, quando não tiveram mais coragem de ir adiante e acionaram a equipe de buscas que estava mais próxima do local, formada por policiais militares e bombeiros.

A equipe da Polícia Civil reuniu todas as equipes em uma fazenda próxima e seguiram até o local onde foi encontrada a caminhonete queimada, que bate com as características do veículo das vítimas, uma L 200 Triton. Dentro do veículo estavam restos mortais totalmente carbonizados. Pelo estado em que os corpos foram encontrados, não é possível afirmar ainda que se trata dos corpos de Valdir e Tatiane Hennig.

O delegado de Porto dos Gaúchos, João Antônio Batista Ribeiro Torres, explica que somente a checagem do número do chassi com os documentos de registro do veículo poderão comprovar que a caminhonete é a das vítimas. “Assim como a identificação dos restos mortais somente poderá ser confirmada com a extração de DNA e confrontação com parentes próximos das vítimas”.

Foram coletados materiais para realização de perícia e confronto de DNA, assim como a camionete que também será periciada pela Politec.

LINHAS DE INVESTIGAÇÃO

O delegado João Antônio Batista Ribeiro Torres apontou quais as linhas de investigação para o crime. Entre elas, está o fato de Valdir ter dívidas na região e não pagá-las. Em entrevista a veículos de comunicação, ele afirmou que o fazendeiro era conhecido por ser “caloteiro”.

Outra linha está no fato da região onde ocorreu os crimes ser uma área de conflitos agrários. O local, inclusive, é conhecido como “Iraque”. Segundo o delegado, outras mortes já ocorreram na região, justamente, pela disputa de terras.

“Aquele ponto onde eles desapareceram é conhecido por ser uma região de disputa de terra, é uma possibilidade que a gente investiga. Tem outras também, como o Valdir trabalhar com extração de madeira e testemunhas contaram que ele era conhecido de não ser um bom pagador e estava devendo dinheiro”, afirmou.

Por fim, o delegado não descartou a possibilidade de latrocínio. Isso porque, segundo ele, Valdir era acostumado andar com dinheiro vivo, além de joias, como pulseiras e relógios, de grande valor.

DESAPARECIMENTO

Desde o último sábado (1), policiais civis de Porto dos Gaúchos, com apoio do Corpo de Bombeiros se mobilizaram nas buscas em uma região de mata para a localização do paradeiro do casal Valdir, de 45 anos, e Tatiane Medeiros Hennig, de 46 anos, desaparecidos desde o dia 28 de abril.

As buscas foram realizadas em uma extensa área de mata na zona rural de Porto dos Gaúchos, na ‘região do 47’, onde o casal tem uma propriedade. As equipes contaram com auxílio de cães farejadores do Corpo de Bombeiros de Tangará da Serra e da equipe de Juína.

Um irmão de Valdir procurou a delegacia de Porto dos Gaúchos no dia 29 de abril relatando que o casal saiu da propriedade no dia 27 de abril para ir ao município de Itanhangá, combinando de retornar no dia seguinte. Diante da ausência dos dois, o irmão da vítima foi em busca deles em Itanhangá foi informado por familiares que os mesmos já haviam retornado a Porto dos Gaúchos na data combinada. O irmão de Valdir tentou contato no celular das vítimas e não conseguiu. Em seguida procurou a unidade da Polícia Militar.

Na estrada do trajeto até a propriedade da vítima foi encontrada uma árvore tombada para dificultar a passagem de veículos. Na sexta-feira, os policiais foram até a propriedade e próximo à estrada encontraram munições e cápsulas, um pedaço de relógio, uma máscara de tecido e vestígios de sangue.

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