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Petista reclama de “mesa governista” na AL; Botelho o aconselha montar chapa

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Considerado um dos principais membros da oposição governista, o deputado Lúdio Cabral (PT) criticou as articulações para a nova eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, que será realizada na noite desta terça-feira (23). Durante a sessão plenária matutina, o parlamentar fez diversos apontamentos.

Ele criticou o fato de que a nova estruturação do comando do legislativo permanece sem alternância no poder. “Eu estou acompanhando as articulações através da imprensa e vejo que estamos cometendo novos erros. Nós continuamos insistindo no erro de não produzir a alternância de fato no poder dentro da Assembleia. Não adianta mudança de posição nas cadeiras de quem tem poder de decisão. Isso não é alternância de poder e sim de cargos. Nós somos 24 deputados e todos são qualificados para ocupar os cargos de comando”, disparou.

Na noite desta terça, o parlamento estadual elegerá a nova Mesa Diretora após o Supremo Tribunal Federal (STF) anular, nesta segunda-feira (22), a reeleição de Eduardo Botelho à frente do Legislativo. Como o democrata decidiu não recorrer da decisão os parlamentares logo iniciaram as articulações.

Nesse contexto, o primeiro-secretário na atual chapa, deputado Max Russi (PSB) inverterá os papeis com Eduardo Botelho. O 1º vice-presidente será Dilmar Dal Bosco (DEM) e o 2º vice-presidente, Wilson Santos (PSDB).

Já a deputada Janaína Riva migrará da 1ª vice-presidência para a 2ª secretaria. O 3º secretário será Paulo Araújo  (PP) e Claudinei Lopes (PSL), o 4º secretário.

A formatação, contudo, não agradou o petista. Na opinião dele, a Mesa Diretora permanece “dominada” pelos deputados que são aliados do Governo de Mato Grosso. “Se a Mesa hoje já é governista, ela será muito mais. Nós estamos na legislatura 2019-2022 e essa Mesa parece ser uma Mesa Diretora da legislatura passada de 2015-2018”, criticou.

A última reclamação de Lúdio foi em relação ao colega de bancada, o deputado Valdir Barranco (PT), que foi “excluído” do processo por estar internado em São Paulo (SP) para tratar da Covid-19. Atualmente ele ocupa o cargo de 2º secretário. “O Valdir Barranco faz parte da Mesa e eu acho uma sacanagem ele não permanecer nesse novo formato. Se precisa haver mudança para a Assembleia seguir a legislação, que coloque o Barranco como vice-presidente. Ele está hospitalizado hoje e não tem condições de participar do processo de articulação”, pontuou.

Após ouvir os descontentamentos do colega, Botelho disse a Procuradoria-Geral da ALMT já havia esclarecido que Barranco não poderia participar do pleito porque não poderia assinar a ata. A respeito da composição da Mesa, o chefe do legislativo rebateu dizendo que o petista também poderia registrar uma chapa de oposição para concorrer ao pleito.

“Só para vossa ciência, eu fiz uma consulta para a procuradoria se seria possível a participação do Valdir Barranco. Em relação a eleição deputado, aqui nós vivemos em uma democracia. O Silvio Fávero montou uma chapa e o senhor também pode montar uma. É um direito que o senhor tem. Aqui nós vivemos em uma democracia, onde a maioria manda e tem essa liberdade”, finalizou.

NOVA ELEIÇÃO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) acatou, nesta segunda-feira (22), a representação da Rede Sustentabilidade e determinou a suspensão da eleição e posse da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa que reconduziu o deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) para o 3º mandato de presidente da Casa. A decisão ainda determinou que o Legislativo informe em 48 horas a data da nova eleição.

A decisão atendeu a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pelo Rede Sustentabilidade que contestava o artigo 24 da Constituição de Mato Grosso em relação a reeleição do presidente do legislativo, que ocupa a cadeira pela terceira vez. Os advogados do partido político criticaram a “perpetuação no poder” e ressaltam que isso traz prejuízo aos servidores e à população mato-grossense.

Apesar da decisão desfavorável, o democrata garantiu estar “tranquilo” e disse que vai continuar executando suas funções parlamentares normalmente.

 

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