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PM condenado cita provas por grampos ilegais, mas juiz mantém demissão

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O juiz da 11ª Vara Militar de Cuiabá, Marcos Faleiros, manteve a demissão do soldado PM Willer Fernando de Almeida Silva, expulso da Corporação por “acobertar” uma extorsão de outros policiais militares contra o seu irmão, flagrado com 18 KGs de maconha. O incidente ocorreu no ano de 2015, em Cuiabá.

Em decisão do último dia 1º de setembro, o juiz não concordou com os argumentos da defesa do policial demitido. Ele alegou que houve irregularidades no inquérito policial/militar que determinou sua exclusão das fileiras da PM, além de ter considerado “desproporcional” a sentença de demissão.

Parte das suspeitas sobre o soldado PM tem origem em escutas da chamada “Grampolândia” – um esquema de interceptações telefônicas ilegais promovidas por policiais militares com o suposto objetivo de “municiar” o ex-governador Pedro Taques de informações privilegiadas sobre adversários políticos. O juiz Marcos Faleiros, porém, lembrou que o inquérito não possui relação com os grampos.

“Não há se falar em nulidade, porque o referido IPM, que apurou a conduta do Autor, é independente e foi constatada por fonte independente através das declarações das vítimas das exigências de valores por parte dos policiais, durante a apreensão de expressiva quantidade de drogas (18kg) tendo o Autor deixado de agir, quando os policiais exigiram dinheiro para liberar o seu irmão”, esclareceu o juiz.

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De acordo com informações dos autos, Willer Fernando de Almeida Silva morava numa quitinete com seu irmão quando receberam a “visita” de dois outros policiais militares no ano de 2015. No forro do teto do quarto ocupado pelo parente do PM, os policiais encontraram 18 quilos de cocaína.

Com o “flagrante” em mãos, iniciou-se a extorsão contra o traficante de drogas, cobrado em R$ 11 mil pelos policiais que localizaram a droga. Ao contrário de informar os fatos à Polícia Militar de Mato Grosso, porém, Willer Fernando de Almeida Silva “ajudou” seu irmão a pagar parte da “dívida”, repassando a ele R$ 6,5 mil.

 

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