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ECONOMIA

Prever PIB vai ser igual prever câmbio, diz secretário de Política Econômica

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Adolfo Sachsida (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou nesta quarta-feira, 25, que o setor público “não tem tanta liberdade” para ficar revisando projeções de Produto Interno Bruto (PIB) com a mesma frequência dos analistas do mercado financeiro, porque as estimativas do governo são usadas como referência para o Orçamento. A atual projeção do governo para o PIB de 2020 é de expansão de 0,02%.

Sachsida, no entanto, que participou de conferência promovida pela Necton Investimentos, ressaltou que a incerteza resultante da crise do coronavírus dificultou a realização de estimativas para o desempenho da economia.

“Prever o PIB em 2020 será como prever o câmbio”, brincou o secretário, em referência à dificuldade que historicamente os economistas têm para acertar o nível do câmbio.

O secretário comentou ainda possíveis medidas para o sistema financeiro.

Ele ressaltou que o Banco Central (BC) tem cuidado bem disso, mas disse que a Secretária de Política Econômica tem uma área para o mercado financeiro na qual algumas medidas podem ser trabalhadas. “Temos entraves para fundos de pensão, seguradoras e mercados de capitais que podem ser melhorados”, afirmou.

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ECONOMIA

Governo prorroga prazo de entrega da declaração do IR por dois meses

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Cerca de 32 milhões de pessoas físicas ganharam mais dois meses para entregarem a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física. O prazo, que acabaria em 30 de abril, foi estendido para 30 de junho, anunciou há pouco o secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto.

Segundo o secretário, apesar de a entrega das declarações neste ano estar em ritmo superior ao do mesmo período do ano passado, a Receita concordou em prorrogar o prazo depois de ouvir relatos de contribuintes confinados em casa com dificuldades em obter documentos na empresa ou de conseguir recibos com clínicas médicas para deduzirem gastos.

“O ritmo de entrega continua bom. Até ontem, tínhamos recebido 8,8 milhões de declarações, 400 mil a mais que no mesmo período do ano passado. Isso representa 27% do esperado. Porém decidimos pela prorrogação por demanda de contribuintes confinados em casa, mas que relatam a falta de documentos ou documentos que estão na empresa, no escritório ou na clínica. Eles estão com dificuldade momentânea de obter todos os documentos necessários”, explicou.

Tostes também anunciou a total desoneração, por 90 dias, de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito. A medida terá como objetivo baratear as linhas emergenciais de crédito já anunciadas pelo governo. Segundo ele, o governo deixará de arrecadar R$ 7 bilhões com a desoneração.

A última medida anunciada pelo secretário foi o adiamento das contribuições de abril e de maio para o Programa de Integração Social (PIS), o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da contribuição patronal para a Previdência Social, paga pelos empregadores. As parcelas só serão pagas de agosto a outubro, permitindo a injeção de R$ 80 bilhões na economia.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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