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Primeiro carregamento de grãos ucranianos chega à Turquia

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Imagem do navio Polarnet em 29 de julho de 2022 — Foto: Divulgação/Governo da Ucrânia/Via AFP

Imagem do navio Polarnet em 29 de julho de 2022 — Foto: Divulgação/Governo da Ucrânia/Via AFP

O primeiro carregamento autorizado de grãos ucranianos desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, chegou nesta terça-feira (2) em Istambul.

Só foi possível enviar o carregamento por causa de um acordo assinado entre os governos da Ucrânia e Rússia para tentar aliviar a crise alimentar mundial.

O cargueiro “Razoni” deixou a cidade Odessa na segunda-feira com 26 mil toneladas de milho destinadas ao Líbano. O navio deve passar a noite ancorado no mar.

 

 

Primeiro navio de grãos desatraca no porto de Odessa

Primeiro navio de grãos desatraca no porto de Odessa

Na quarta-feira, uma equipe internacional vai inspecionar a carga, informou o Ministério da Defesa turco.

Acordo com quatro signatários

Esta é a primeira exportação autorizada pelo acordo assinado em 22 de julho em Istambul entre Ucrânia, Rússia, Turquia e as Nações Unidas para desbloquear portos ucranianos e aliviar os mercados agrícolas.

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, disse que espera “mais saídas amanhã”.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse esperar mais “regularidade”. “Quando um navio sai de um porto, outros devem estar esperando sua vez, sendo carregados ou chegando a um porto”, disse.

Navios esperam sua vez

De acordo com o governo da Ucrânia, outros 16 navios cargueiros de grãos “estão esperando sua vez” para zarpar de Odessa, a cidade portuária que, antes da guerra, concentrava 60% da atividade marítima do país.

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O pacto prevê a implementação de corredores seguros para permitir a circulação de navios mercantes no Mar Negro.

Rússia e Ucrânia são grandes potências agrícolas, e seu trigo, milho e girassol, em particular, abastecem o mercado mundial.

Estima-se que entre 20 e 25 milhões de toneladas de grãos tenham sido bloqueadas nos portos ucranianos desde o início da invasão em 24 de fevereiro, elevando os preços.

Um acordo semelhante assinado na mesma época também garante a Moscou a exportação de seus produtos agrícolas e fertilizantes, apesar das sanções ocidentais.

Retiradas de pessoas de Donetsk

No terreno, as forças russas continuam bombardeando cidades ucranianas.

Kiev informou que as pessoas da região leste de Donetsk, no centro da ofensiva russa, começaram a ser retiradas compulsoriamente, depois que Zelensky pediu às 200 mil pessoas que ainda permanecem lá para deixar a área.

A vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, informou que um trem “com mulheres, crianças, idosos, muitas pessoas com mobilidade reduzida” chegou á cidade de Kropivnitski, no centro do país, nesta terça-feira pela manhã.

Mais de 130 pessoas foram retirados da região de Donetsk, segundo o governador Pavel Kyrylenko.

O objetivo é que os moradores saiam da área antes da chegada do frio invernal, já que as tubulações de gás para aquecimento foram cortadas, segundo as autoridades.

Sul da Ucrânia

Oleksander Vilkul, o chefe da administração militar de Kryviy Rih, no sul do país, relatou no Telegram a morte de dois civis que estavam a bordo de um micro-ônibus tentando deixar a região de Kherson, controlada por Moscou.

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A cidade de Mykolaiv, no sul da Ucrânia, voltou a ser bombardeada na noite de segunda para terça. De acordo com o prefeito, os ataques danificaram o dormitório da universidade local.

O prefeito disse ainda que 403 pessoas foram mortas na região desde o início da invasão, mas que espera que a contra-ofensiva reduza os bombardeios.

Mykolaiv é o maior centro urbano controlado pela Ucrânia perto das linhas de frente na região de Kherson, onde os militares ucranianos lançaram uma contra-ofensiva para recuperar o controle do território costeiro econômica e estrategicamente importante.

Dmytro Butriy, chefe das autoridades ucranianas em Kherson, disse que 53 cidades sob controle russo foram recuperadas até agora.

A artilharia é decisiva neste conflito, em que os exércitos ucraniano e russo procuram desgastar as forças inimigas à distância.

Principal apoiador da Ucrânia, os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira o envio de um novo pacote de armas no valor de US$ 550 milhões, que incluirá munição para lançadores de mísseis HIMARS e 75 mil morteiros de 155 mm.

Até agora, Washington forneceu mais de US$ 8 bilhões em ajuda militar.

Na Rússia, a Suprema Corte designou nesta terça-feira o regimento ucraniano Azov, famoso por ter defendido a cidade de Mariupol, como uma “organização terrorista”. A decisão pode levar a duras acusações contra os combatentes feitos prisioneiros pelas forças russas.

 

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