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Réu por esquemas milionários, ex-secretário pede justiça gratuita em MT

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O ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, e consultor empresarial, Pedro Nadaf, pediu que fosse beneficiado com a gratuidade judicial – que isenta a parte na ação do pagamento de custas e despesas do processo

De acordo com um despacho da desembargadora Clarice Claudino da Silva, da Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça (TJMT), proferido na última sexta-feira (10), Nadaf alegou “incapacidade financeira”. A magistrada deu 5 dias para ele apresentar documentos que comprovem sua “falta de dinheiro” para mover a ação na Justiça que discute a posse de uma propriedade rural no município de Poconé (100 KM de Cuiabá).

Entre os documentos que podem garantir a Nadaf que coloque a conta na “pindureta”, a desembargadora citou o “holerite”. “Determino a intimação do apelante para, no prazo de 05 dias, apresentar documentos (dos últimos seis meses) aptos a demonstrar a alegada incapacidade financeira (holerites, Declaração de Imposto de Renda e/ou outros que entender pertinentes) e subsidiar a análise do pleito”, determinou a magistrada.

Além de ser figura presente no meio empresarial de Mato Grosso, o ex-chefe da Casa Civil também é acusado de receber propinas em denúncias que são analisadas no Poder Judiciário. Ele próprio teria confessado o recebimento de R$ 3,9 milhões de recursos ilícitos, em seu gabinete, no ano de 2014, num esquema que teria envolvido a Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat).

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Pedro Nadaf também seria um dos responsáveis por um rombo no Estado da ordem de R$ 115,1 milhões em fraudes que vão desde a “compra” de uma área em Mato Grosso – que até hoje não se sabe quem é o dono, podendo, inclusive, ser o próprio estado -, até benefícios fiscais irregulares concedidos à multinacional brasileira do setor de proteína animal, JBS.

O despacho da desembargadora foi proferido no âmbito de um recurso ingressado por Pedro Nadaf contra uma decisão que manteve a posse da Fazenda DL, avaliada em R$ 6 milhões, a Roberto Peregrino Morales e seu filho, Roberto Peregrino Morales Júnior. O ex-secretário, que disponibilizou a propriedade como parte do pagamento de seu acordo de colaboração premiada, alega que um documento de arrendamento em favor dos Morales é falso.

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