A Compass Gás e Energia, controlada pelo conglomerado Cosan, poderá levantar perto de R$ 3 bilhões em uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (7), encerrando um jejum de quase cinco anos sem IPOs na B3, segundo duas fontes a par do assunto ouvidas pela agência de notícias Reuters.
A distribuidora de gás está ofertando 89,3 milhões de ações detidas por acionistas, incluindo a própria Cosan.
No início da tarde dessa quinta, os pedidos eram quase três vezes maiores que a oferta, segundo uma das fontes. Apesar da forte demanda, a segunda pessoa acrescentou que o preço poderá ficar na base da faixa, em R$ 28 por ação.
A oferta está sendo feita em um intervalo entre R$ 28 e R$ 35 por ação, sendo que a venda no limite superior implicaria uma avaliação da empresa em cerca de R$ 25 bilhões.
Se concluída conforme o esperado, a oferta da Compass marcará o primeiro IPO na Bolsa brasileira desde setembro de 2021, quando empresas, incluindo a Raízen —uma joint venture entre Cosan e Shell—, abriram capital.
A oferta da Compass se encaixa na estratégia mais ampla da Cosan de vender ativos e reduzir a alavancagem, já que as altas taxas de juros têm afetado os resultados do grupo.
Uma das fontes afirmou que a Cosan utilizará cerca de 75% do valor total arrecadado com o IPO para amortizar dívidas. A Cosan tentou realizar um IPO da Compass em 2020, mas arquivou a oferta devido a condições desfavoráveis do mercado.
As altas taxas de juros e as preocupações com a saúde fiscal do Brasil impediram que diversas empresas pudessem abrir seu capital no país nos últimos anos.
Apesar da prolongada escassez de IPOs no mercado local, empresas brasileiras como a Picpay, banco digital pertencente à família Batista, e a fintech Agibank recentemente lançaram ações em Bolsas dos Estados Unidos.









