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Ruth Bader Ginsburg diz que câncer voltou, mas não vai se aposentar da Suprema Corte

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Com 87 anos completados em 2020, Ruth Bader Ginsburg é a juíza mais velha da Suprema Corte dos EUA.| Foto: AFP

A juíza da Suprema Corte do Estados Unidos Ruth Bader Ginsburg (também conhecida como RGB), integrante mais velha do tribunal, com 87 anos, revelou nesta sexta-feira (17) que está recebendo quimioterapia para tratar uma recidiva de câncer. A jurista já sofreu com a doença em quatro ocasiões anteriores, sendo a mais recente em 2019, quando ela lutou contra um tumor no pâncreas. O anúncio foi feito em um comunicado divulgado pelo tribunal.

Ginsburg diz que, até o momento, o tratamento, ao qual ela tem se submetido a cada duas semanas,  deu conta de reduzir lesões no fígado. Segundo a juíza, um exame médico realizado em fevereiro acusou anormalidades em seu fígado e que a quimioterapia foi retomada em maio. Somente agora, entretanto, ela está revelando a situação à imprensa.

Apesar da doença e da idade avançada, RGB diz que não pretende se aposentar da Suprema Corte. Ao contrário do que acontece no Brasil, a Justiça dos EUA não prevê aposentadoria compulsória para os integrantes do mais alto tribunal do país. A vaga de Ginsburg é bastante cobiçada por Donald Trump, que, desde que assumiu a presidência dos EUA já indicou dois nomes para a Suprema Corte: Neil Gorsuch, em 2017, e Brett Kavanaugh, em 2018. Uma possível aposentadoria de RGB, que é considerada ícone democrata, poderia aumentar ainda mais a influência conservadora no Judiciário norte-americano.

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