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Secretário defende empresa investigada por CPI em Cuiabá

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Quarto secretário a assumir a gestão da Saúde da capital, o administrador Célio Rodrigues da Silva saiu em defesa da Norge Pharma, empresa investigada por deixar centenas de remédios vencidos no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC). Durante entrevista ao Jornal do Meio (TV Vila Real, canal10) nesta quarta-feira (21), Célio foi questionado se a empresa receberá alguma punição por parte da prefeitura.

O gestor respondeu afirmando que ainda é muito cedo para falar sobre o assunto e deixou a responsabilidade para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos, que tramita na Câmara Municipal. “Não podemos afirmar que a culpa de todo os medicamentos vencidos é da empresa. Eu acredito que todos tenham uma parte da responsabilidade, eu não sei a que tanto ainda porque a gente precisa chegar ao final dessa investigação. Cada um vai responder a medida que sua culpa no caso “, defendeu.

Em abril deste ano, vereadores da oposição visitaram o depósito de medicamentos da capital e flagraram vários remédios vencidos. Dias depois, uma CPI foi instaurada no parlamento para apurar a responsabilidade das medicações que estavam armazenadas no galpão da prefeitura.

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O secretário, por sua vez, reiterou que muitas unidades de saúde ficaram fechadas e por conta disso os remédios não foram distribuídos. “Devido a pandemia, várias unidades tiveram seus trabalhos suspensos e por isso deixaram de entregar as medicações… Faz 30 dias que eu assumi a gestão e estamos tentando levantar o que aconteceu antes. Nosso primeiro passo é identificar o que a rede precisa e iniciar os processos de compra”, acrescentou.

Célio ainda saiu em defesa de sua antecessora, a ex-secretária Ozenira Félix, que foi substituida após uma onda de escândalos na pasta. Segundo ele, a gestora não notificou o caso porque estava pressionada para resolver questões relacionadas a pandemia. “O trabalho é realmente notificar, mas a gente tem que entender que ela estava com um desafio muito grande de combater a pandemia,  é um momento totalmente diferente. Falar hoje é mais fácil, mas saber o que se fazer no momento em que a temperatura não estava normal que é complicado. Não sei qual a pressão que ela estava no momento que não conseguiu fazer isso”, concluiu.

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As oitivas da CPI começaram em maio, mas foram interrompidas no último mês com a justificativa de que os parlamentares necessitavam de tempo para analisar uma série de documentos que foram entregues pelos primeiros depoentes. Na primeira fase, os trabalhos miraram nos responsáveis pela assinatura do contrato de R$ 9,7 milhões firmado entre a Prefeitura de Cuiabá e a Norge Pharma, empresa responsável pelo depósito do munícipio.

A Comissão é composta majoritariamente pela base do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Entre eles, os vereadores Lilo Pinheiro (PDT), que responde pela presidência do grupo e Marcus Brito Junior (PV), que é o relator. O único representante da oposição é o tenente coronel Paccola (Cidadania), que figura como membro titular.

 

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