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Secretário e deputado trocam farpas nas redes sociais por suspensão da vacinação dos policiais em Cuiabá; vídeos

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A suspensão da vacinação dos profissionais das Forças de Segurança e das Forças Armadas em Mato Grosso gerou uma “guerra” nas redes sociais entre defensores da prefeitura de Cuiabá e do Governo do Estado. O principal debate foi protagonizado pelo deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (PTB) e pelo secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho.

Emanuelzinho saiu em defesa da prefeitura de Cuiabá e reagiu às críticas de integrantes do Governo do Estado direcionadas ao município por conta da suspensão da vacinação de agentes da Segurança Pública e das Forças Armadas, prevista para iniciar nesta quinta-feira (8). De acordo com o parlamentar, o Palácio Paiaguás tenta “terceirizar” o fracasso na vacinação, que é de responsabilidade do Estado.

“Governo do Estado é irresponsável e incompetente, que não tem gestão para conseguir vacina, não tem articulação com Governo Federal, não tem estrutura e condições alguma de vacinar e agora terceiriza a culpa para Cuiabá”, disparou o petebista.

Segundo o deputado, toda a vacinação dos agentes de segurança foi tratada e planejada pelo Governo do Estado. O município, segundo o deputado, não participou dessas tratativas.

“O governador anunciou sozinho essas vacinas. Organizou só ele, o secretário Mauro Carvalho e o Gilberto Figueiredo e hoje não deram conta de vacinar. Não sei o que fizeram com a vacina, chegou lote de vacinas da Segurança Pública específica para eles e hoje não deram conta de vacinar”, assinalou.

Emanuelzinho afirmou ainda a “fama” do Governo de Mato Grosso no Congresso não é das melhores. “Os comentários são de que é uma gestão incompetente. É o Estado que menos recebe vacina, o que menos vacina. Nesse momento, em que mais de 50% dos Estados já vacinaram a maioria dos seus membros da Segurança Pública, Mato Grosso não consegue sair do lugar. E aí, a culpa é de Cuiabá, porque eles nunca estão errados”.

O filho do prefeito seguiu “atirando” e apontou os responsáveis pela situação ocorrida hoje no Senai. “Saibam que essa incompetência tem nome: senhor governador Mauro Mendes e secretário Mauro Carvalho. Irresponsáveis, incompetentes e tudo terceirizam a culpa, não assumem nada. Mato Grosso está penando com vocês”.

Emauelzinho citou que o Governo tentou assumir a vacinação dos profissionais da Segurança para obter ganhos políticos. Ainda chamou de “sacanagem” a postura de transferir a responsabilidade para a prefeitura e disse que o Governo terá de explicar o episódio no Congresso.

“Como presidente da Comissão de Segurança da Câmara dos Deputado vou fazer de tudo para que vocês expliquem esse circo que fizeram, pensando na eleição de 2022. Não estamos nem aí para eleição, queremos que vocês respeitem a vida das pessoas. Parem de brincar com a pandemia e parem de brincar com os agentes de segurança do Estado de Mato Grosso”.

RESPOSTA

O secretário Mauro Carvalho respondeu aos apontamentos do deputado federal. Ele alegou que a responsabilidade pela vacinação são das prefeituras. “O Estado apenas recebe as vacinas e distribui para os municípios. E a gente tem feito isso com muita competência”, disse o secretário, que ainda acusou a prefeitura de “estocar” 19 mil doses de vacina. “São 19 mil pessoas que poderiam estar imunizadas e não estão porque a prefeitura não está sendo competente”.

Sobre a polêmica quanto a vacinação, o secretário colocou que estava tudo acordado entre prefeitura e Estado, tanto é que houve o cadastramento e agendamento dos servidores da Segurança Pública para a vacinação. “Vocês abriram o site da prefeitura de Cuiabá para que as pessoas fizessem seu cadastro. As pessoas da Segurança fizeram o seu cadastro e foram até o Senai para serem vacinadas. Só que a obrigação de retirar as vacinas na central de distribuição é da prefeitura, não do Estado”, assinalou.

Carvalho ainda insinuou que o “veto” na disponibilização das vacinas para os servidores da Segurança possa ter partido do prefeito Emanuel Pinheiro. Segundo ele, mesmo com toda a polêmica vindo a público, o gestor ignorou telefonemas de autoridades políticas que tentaram intervirna situação.

“A própria secretária Ozenira inúmeras vezes falou para o secretário Gilberto Figueiredo que só iria fazer a transferência das vacinas após a autorização do prefeito Emanuel, que não havia dado a ela. O secretário Bustamante ligou inúmeras vezes ao prefeito Emanuel, deputados estaduais ligaram e ele não atendeu ninguém. Ou seja, não pôde dispor de 10 segundos do seu tempo para atender as pessoas que protegem as nossas famílias, que são os profissionais das forças de segurança”, pontuou.

Ao final, o “braço direito” do governador Mauro Mendes (DEM) ainda respondeu sobre a fala de Emanuelzinho, de que a imagem do Governo de Mato Grosso não é boa no Congresso Nacional. “Não quero aqui falar sobre os bastidores que a gente escuta, em todos os cantos de Cuiabá, da gestão Emanuel Pinheiro à frente da prefeitura. Não vou entrar nesse mérito porque não é por aí que vamos resolver a questão principal, que é salvar vidas”.

Ao final, ainda pediu que o parlamentar – que chegou a estudar para ser padre -, aplique os ensinamentos religiosos que recebeu na vida pública. “O que Deus espera de nós, deputado Emanuelzinho, é que a gente beneficie o próximo, dê atendimento ao próximo”.

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