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Sérgio Cabral, governador ladrão preso pela Lava Jato, tenta sair da prisão por conta do vírus. Justiça nega

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O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou na quarta-feira pedido da defesa do ex-governador Sérgio Cabral para que a prisão preventiva dele fosse substituída por medidas cautelares. Na solicitação, o advogado Marcio Delambert citava a pandemia de coronavírus, o bom comportamento do cliente e a homologação do acordo de delação premiada como argumentos para que Cabral deixasse a prisão, informa O Globo.

Cabral já foi condenado a 282 anos e está preso desde novembro de 2016 pela roubalheira que comandou à frente do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Em nota, a força-tarefa da Lava-Jato no Rio comentou o pedido de Cabral que cita o coronavírus e diz que o presídio em que ele está, Bangu 8, não tem problemas de superlotação. Os procuradores dizem que os acusados pelo MPF de participação no esquema do ex-governador desviaram verbas milionárias, inclusive da Saúde e do sistema penitenciário. E se posicionam contra a saída de Cabral da prisão.

Sérgio tentava se beneficiar da mesma decisão que, em São Paulo, libertou o ex-diretor da Dersa apontado como operador do PSDB e mais especialmente do ex-governador José Serra, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, que foi solto hoje, após mais de um ano preso em Curitiba, por integrar grupo de risco do coronavírus.

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O juiz federal Diego Paes Moreira, da 6a. Vara Criminal de São Paulo, responsável pela Lava-Jato no paulista, acatou o argumento de que Paulo tem mais de 70 anos e se enquadra no grupo de risco se for infectado pelo novo coronavírus e determinou sua soltura.

A decisão negando o pedido de Sérgio Cabral, que destaca como um dos maiores corruptos do Brasil detidos pela Lava Jato, é do juiz federal convocado Fábio Souza e foi dada durante o plantão judiciário. A defesa alegou “a existência de crise sanitária e colapso no sistema carcerário do Rio de Janeiro” provocados pela pandemia do novo Coronavírus.

O juiz plantonista, no entanto, afirmou que ainda não há dados concretos sobre a disseminação do vírus nas unidades prisionais do estado, em especial naquela em que Sergio Cabral está custodiado, Bangu 8. Fábio Souza também concluiu, em sua decisão, que “ainda continuam presentes os pressupostos em que foi baseado o decreto de prisão preventiva”.

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